- É certo que o conhecimento da verdade nos libertará. É certo também que, como Espíritos ainda encarnados num plano de provas e expiações, essa verdade se nos demonstra relativa. Isso, contudo, não nos isenta de buscá-la através do estudo.
- Como exemplo, conhecermos as teorias criacionista e evolucionista e lermos a “A Gênese” de Allan Kardec, permite inferirmos a nossa verdade relativa, nos libertando das ilações de que o mundo foi criado em 7 dias e o primeiro homem foi Adão.
- Entretanto, são poucos que gostam do estudo. Menos ainda, aqueles que se aprazem na leitura de livros espíritas. Quando me refiro ao estudo, não espero que sejamos mestres na Doutrina, decorando os números das páginas e as questões dos livros.
- Refiro-me ao conhecimento básico da Doutrina no entendimento de seus conceitos mínimos, como saber, na visão Espírita, o que é ou quem é Deus, por que reencarnamos, o livre-arbítrio e a lei de causa e efeito, as muitas moradas na casa do Pai e a sobrevivência do Espírito após a morte.
- Some-se a isto, o fato do Espírita trabalhar com mediunidade! Aí, o estudo se torna extremamente necessário para intercâmbio com os irmãos desencarnados que buscam o contato com o mundo dos encarnados.
- Contudo, por que médium não gosta de estudar? – após todo esse desabafo questionei o Irmão Tertuliano. Ele, de modo caridoso interpôs:
- Caro irmão, enquanto não entrevermos que o compromisso com a tarefa da mediunidade é a continuidade do que acordamos no mundo espiritual quando do preparo do nosso retorno à vida corporal, acreditaremos que estamos fazendo um grande favor a Deus pelo fato de despendermos algumas horas da nossa vida participando de uma reunião mediúnica.
E continuou...
- Confio no amor dado pelos nossos irmãos da reunião mediúnica àqueles que por aqui aportam. Contudo, essa energia poderia ser quintuplicada se fosse melhor canalizada através do conhecimento da mediunidade e do compromisso com a Espiritualidade de Amor que nos assiste.
- Calei-me e voltei a minha leitura!