domingo, 22 de setembro de 2013

Segura daí que eu seguro daqui!!!

- Muito do que absorvemos com o aprendizado da mediunidade orientada por Kardec, municiada pela literatura completiva de André Luis, Manoel Philomeno de Miranda e do recém desencarnado Hermínio C. Miranda, sem nos olvidarmos de tantos outros como os Drs. Inácio Ferreira e Odilon Fernandes, demonstra-se invariavelmente na prática mediúnica. Iniciava assim, o Irmão Tertuliano seu diálogo com nós outros.

E continuou:

- Há um trabalho extremamente elucidativo da União Espírita Mineira, denominado Médium de Sustentação, o qual visa o exercício da mediunidade com Jesus, e pode ser acessado no link http://uemmg.org.br/arquivos/Medium_de_Sustentacao.pdf.

Isto feito, ao final das reuniões buscamos as impressões desses médiuns sobre os trabalhos realizados. Notamos que a grande maioria declina que ficou em prece ou dormiu. Alguns chegavam a questionar a real necessidade de sua presença durante os trabalhos.

Lembrou-nos o Irmão Tertuliano que devemos entender a importância da influência do meio ambiente nas comunicações dos desencarnados, pois no Livro dos Médiuns em Da influência moral do médium, Kardec afirma que "os Espíritos Superiores não vão às reuniões onde sabem que a presença deles é inútil". E buscou em Diálogo com as Sombras, de Hermínio C. Miranda, os seguintes questionamentos sobre os médiuns sustentadores:

- "Estão interessados num trabalho sério, cansativo, contínuo e disciplinado? Acham-se apenas impulsionados pela curiosidade passageira? ... Estão dispostos a concentrar-se com uma tarefa aparentemente inútil e apagada? Por outro lado, o companheiro, sem mediunidade ostensiva, pode deixar-se envolver pela frustração, se não tem condições de receber Espíritos, escrever páginas psicográficas, ver ou ouvir os companheiros desencarnados."

e:

- "Serão, então, dispensáveis os componentes do grupo que não ofereçam condições mediúnicas? Não... pois contribuem para a concentração das mentes no clima de segurança e de harmonia, e prestam serviços relevantes de apoio. Ainda que inconscientemente, têm papel importante no grupo, fornecendo recursos vibratórios de alto valor".

Ao findar essas explicações, Tertuliano lembrou-nos algumas situações em que as reuniões ficam como que fragilizadas quando o quantitativo de sustentadores é diminuto. Asseverou que, alguns irmãos menos esclarecido aproveitam dessas faltas para induzir a desordem nos trabalhos, fatos esses, permitidos pelos nossos Maiores a título de aprendizado para o grupo.

E, para encerrar o colóquio, nos disse:

- Afinal, todos os homens são médiuns, todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo, conforme nos disse o Espírito Channing e está colocado por Kardec no capítulo XXXI do Livros dos Médiuns. Saibamos então, aproveitar essa oportunidade que nos foi dada por Deus.

Dedicada a Yeda Cunha, Dona Yedinha para nós,
que tanta falta faz ao Grupo Irmãos Fraternos. 
Abraços fraticelos.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

O que fizemos com o simples?

Enganam-se aqueles que acreditam que nas reuniões mediúnicas as comunicações trazem ensinamentos somente para os desencarnados. Certamente, as lições trazidas pelos testemunhos de vida são fonte inesgotável de aprendizado para os membros encarnados dos grupos mediúnicos.

Em reunião recente, a irmã Eulália deu passividade a irmão extremamente pensativo e melancólico, que a cada frase dita parava como se pensasse na gravidade dos seus atos. Não os atos cometidos, mas aqueles os quais se olvidou durante a existência carnal. Nosso irmão Tertuliano, inicia assim o diálogo:

- Seja bem vindo a nossa casa irmão!

Ao que o irmão desencarnado respondeu:

- Sei que estou desencarnado, pois fui acometido de um ataque do coração. Passo por tratamento graças à bondade de Deus e vim dar meu testemunho como lição de vida para vocês.

Retrucou o irmão Tertuliano:

- Entendo! O que o irmão tem para nos ensinar?

- Hoje que posso rever meu passado de encarnado - falou o irmão - sinto-me extremamente arrependido pelas pequenas coisas que não fiz. Não falo dos grandes empreendimentos, pois enquanto me preocupava em angariar valores, esqueci-me das coisas simples da vida.

E continuou:

- Sinto falta de não me ter permitido dar banho no cachorro na varanda da minha casa. De não ter tirado minha esposa da cozinha nos finais de semana. O que custava irmos a um restaurante almoçar? E o que dizer do distanciamento quase abismal o qual construí com meus filhos? E o meu irmão? Órfão em tenra idade, sendo eu, o irmão mais velho e em nada lhe orientei? Como meu arrependo disso tudo meu irmão.

- Porém, interveio Tertuliano, Jesus está sempre no comando de tudo, e essa oportunidade do tratamento e de vir ter conosco para revelar seus sentimentos é a mais pura prova do seu amor para conosco. Tudo é aprendizado, meu irmão. Nada que fazemos ou deixamos de fazer é sem propósito. O seu testemunho nesta noite é lição caridosa a abrir nossos pensamentos na reflexão de qual futuro desejamos para nós, os encarnados.

O irmão então prosseguiu:

- Sinto-me mais aliviado neste momento e certamente confortado pelos sentimentos benevolentes do recinto. 

De súbito falou-lhe o irmão Tertuliano:

- Eu poderia lhe dar um abraço fraterno, meu amigo?

Ao que o irmão respondeu:

- Você vai abraçar a mim ou a médium?

Tertuliano ponderou:

- Pelas circunstâncias, fisicamente a médium, pelo pensamento, espiritualmente você. 

E assim o fez. O irmão, emocionado, agradeceu o atendimento e retirou-se mais conformado.

Em clima de fraternidade agradecemos todos aos Irmãos Franciscanos e numa prece elevada a Nossa Mãe Santíssima rogamos entendimento para os aprendizados da noite.