quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ainda não é drama mexicano...

Reequilibrada a atmosfera fluídica da reunião, através de preces e pensamentos fraternos, a Irmã Eulália, em transe, passa a sentir dores nas costas que se estendia para o coração. O Irmão Tertuliano aproxima-se da médium e lhe aplica fluidoterapia através de passes, o que alivia as dores, quando inicia-se o seguinte diálogo:

- Agora que a dores aliviaram um pouco, que o Mestre Jesus te ajude a nos contar seus sofrimentos. Disse o Irmão Tertuliano.

Ao que, em desespero, o irmão sofredor aduziu:

- Socorro ajudem-me! Fui fazer uma brincadeira com meu primo e como ele é muito esquentado, nós brigamos e ele me esfaqueou o peito e as costas... Que dor dilacerante! Se não me socorrerem eu morro...

O Irmão Tertuliano aparteou:

- O irmão já está sob cuidados médicos, tanto que sua dor diminuiu. Contudo, olhe seus ferimentos e me responda se seu corpo sobreviveria a tantas estocadas.

- Você está dizendo que eu morri? Como? Se estou vivo conversando com você. Vocês aqui desse hospital estão todos loucos, falam a mesma coisa desde que cheguei aqui, semana passada. Comentou o irmão desencarnado.

- Preste bem atenção, meu Irmão. Veja o corpo que você está utilizando para se manifestar. Completou Tertuliano.

O irmão, num misto de surpresa e indignação retrucou:

- O que é isso? Magia? Como eu posso estar falando pelo corpo de uma mulher?

Mais uma vez, tendo a calma e a paciência como trunfos, Tertuliano falou:

- Por aí você vê quão grande é o Amor do Cristo para conosco. Mesmo depois de deixarmos o corpo de carne, devido às nossas necessidades de aprendizado nos é oportunizado, pela mediunidade santificada, trazermos nosso testemunho e recebermos a ajuda merecedora...

- Você, meu querido irmão, está utilizando do corpo de uma médium, para receber os esclarecimentos necessários...

- Ah! Bom! Exclamou o irmão. Se eu morri mesmo, agora ficará mais fácil eu me vingar do meu primo. Aquele calhorda me matou... Mas antes eu vou lá em casa e se minha mãe estiver chorando é porque eu morri mesmo...

- Temo que por hora o irmão será amorosamente constrangido a permanecer nesse hospital para tratamentos e esclarecimentos... Aludiu Tertuliano.

- Vingança e vingança é o que eu quero. Melhor. Vou lá casa da minha tia e se morri mesmo vou me vingar. Ah! Isso não vai ficar assim. Ele é bravo, mas agora comigo ele não vai poder... Esbraveja o irmão.

Tertuliano rogou à mesa que elevasse a vibração e em prece rogou ao Cristo que, pela espiritualidade dos Irmãos Franciscanos interferissem em favor do irmão em sofrimento. Ao término, o Irmão desencarnado que a tudo ouvira em silêncio, falou:

- Eu morri mesmo! Minha bisavó, que já morreu ha um tempão está bem aqui do meu lado, me pedindo para eu tomar esse remédio que está no copo. E após sorver o medicamento, comentou:

- Que sono, que sono! Não pensem que me enganarão. Eu vou me vingar assim que estiver melhor!

E rogando aos presentes que orassem em favor do Irmão desencarnado, Tertuliano agradeceu ao Dr. Bezerra de Menezes ao amparo cedido a todos que se encontram internados no Hospital de caridade, existente nas dimensões espirituais do Centro Espirita Amor e Caridade - CEAC, em Palmas.

Lembrou a todos que, na dimensão espiritual, o Hospital é de grandes proporções e assemelha-se àqueles hospitais de campanha da 2ª Guerra mundial, onde os leitos são separados por cortinas. Tudo é de um branco níveo, sendo que, sob as camas do lado esquerdo brilha luz lilás e sob as camas do lado direito luzes de azul celeste.


E finalizou a passividade dizendo: - Ninguém está desamparado. Nossa Mãe Santíssima sempre estende seu manto aos que por ela rogam!


e ainda continua...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Não é drama mexicano...continuação

Após elevarmos nossos pensamentos em prece rogando aos Espíritos Protetores dos trabalhos, harmonia nas vibrações, agradecendo a intervenção do Mestre de Amor e de Nossa Senhora do Carmo, o Irmão Generoso, médium mecânico, disse que estava sentindo muito ódio e sede de vingança, além de muita dor no corpo. 

O Irmão Victorino cumprimentou-o e questionou a sua vinda ao nosso Posto de Atendimento, ao que o irmão padecedor retrucou:

- Sinto-me perdido. Sei da minha realidade atual e sofro muito. Quando na Terra, eu vivia de rolo... gostava de passar os outros para trás.

- Entendo... mas, quem o irmão odeia? Questionou Victorino.

- Eu não odeio esse aí que está me deixando falar... Eu estava na casa atrapalhando sua vida, por que ele insiste em ajudar aquela mulher que eu odeio. Ela vai visitá-lo e ele ora por ela fazendo com que meus planos não deem certo! Que ódio!

O Irmão Victorino aparteou e elucidou:

- Na realidade, ele não atrapalha seus planos. Ele simplesmente cumpre o papel do cristão, que é ajudar o próximo. E agindo assim, ele também o tem ajudado a não se enredar nas teias da vingança e angariar maiores débitos para as suas futuras existências. 

E prosseguiu:

- Pense bem, meu irmão, no quanto você tem sido socorrido por aqueles que te amam!

E o irmão, agora pensativo, falou:

- Eu não tenho caminho. Não sei o que fazer, pois há algum tempo não tenho mais certeza da minha vontade de vingança. Contudo, ao vê-la bem  e feliz, eu me transtorno. E tudo volta à tona!

Victorino interveio:

- Mas, muitos procuram ajudá-lo. É só você rogar a Jesus com sinceridade e não faltará quem segure em sua mão e te direcione para a luz...

- Realmente nos últimos tempos sinto a presença de pessoas e seus pensamentos me pedindo para mudar. Falou o irmão.

Ao que Victorino exclamou:

- Então, meu irmão, isso é um motivo a mais para repensar sua vida. Veja ao seu lado, quantas pessoas estão aqui para recebê-lo! 

 - Nossa! Quanta gente posso ver agora... São pessoas da minha família, que também já morreram. Está vindo ao meu encontro meu Anjo Protetor. Meu Deus, que vergonha! comentou o irmão.

- Não se deixe envolver por esses sentimentos menos dignos, caro Irmão. Ninguém aqui tem motivos para julgá-lo, muito menos seu Protetor, que certamente veio acolhê-lo e encaminhá-lo para a assistência necessária. Aduziu Victorino.

- O Irmão, soluçando disse:

- Eu confio nele. Ele pede que eu tome o remédio e me deite nessa maca à minha frente. Me diz que serei assistido pelos Médicos do Amor, trabalhadores da Legião de Maria e que, conforme me recupere, serei esclarecido sobre as motivações da minha marcha atual.

- Pois então vá, meu Irmão. Antes porém, façamos uma prece em agradecimento a Jesus, que a ninguém desampara.

E numa prece singela, porém repleta de sentimentos, o Irmão Victorino aplicou passes sobre os centros de força coronário e cerebral do médium, auxiliando no desligamento perispiritual de ambos.

Mais uma vez, o Irmão Tertuliano agradeceu a Nossa Senhora do Carmo e aos Irmãos Franciscano, rogando em prece a elevação dos pensamentos dos trabalhadores encarnados na continuidade da reunião...

continuará....

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Não é drama mexicano!

Quando lemos romances ou livros doutrinários espíritas, algumas das histórias revelam-se nos como dramas dignos de novelas, isso sem falar nos nomes dos atores envolvidos. O trabalho na mediunidade nas Casas Espíritas, as narrativas reais dos dramas pessoais, evolvem-se em enredos parecidos com novelas ou filmes de ficção científica.

Como ensinamento a nós, aprendizes da mediunidade, o Irmão Tertuliano pediu que observássemos com mais atenção as passividades dadas pelos nossos irmãos desencarnados naquela noite. Isto feito, tivemos os seguintes testemunhos relatados:

Iniciaremos com o Irmão Flâmine, que iniciou a relação mediúnica dizendo estar com muita dor de cabeça, quando o esclarecedor, o Irmão Sota aparteou:

 - Seja bem vindo ao nosso hospital, caro Irmão! Assim, passou a aplicar passes mediúnicos nos centros de força cerebral e frontal, aliviando as dores do padecedor, que logo falou:

- Ajudem-me por favor. Sou gaúcho da cidade de Tucunduva e estou com muita dor de cabeça. Minhas mãos estão atrofiadas e estou perdido neste local. Não sei onde estou!

- Sim, meu irmão. Prossiga sua narrativa para que possamos melhor encaminhá-lo. Disse o Irmão Sota.

 - Estou procurando minha família, principalmente minhas duas filhas que são pequenas. Mas, não consigo achar o caminho de casa. Eu estava no trator arando quando senti uma terrível dor na cabeça e desde então, não sei o que está acontecendo comigo. Não consigo acordar desse pesadelo.


- Bem, vejamos meu amigo, falou o Irmão Sota. Você está achando estranho esse "pesadelo" do qual não consegue acordar, não é mesmo?

- Sim, sim... preciso sair dessa torpeza! Exclamou o sofredor.

O Irmão Sota, então, começou a revelar:

- Por qual motivo o irmão acredita que suas mãos estão atrofiadas? Não está parecendo que você teve um AVC (acidente vascular cerebral)? E essa dor de cabeça aguda? Não é indício de que isso realmente aconteceu?

- Sim, talvez tenho sido isso mesmo. Mas, se foi isso, por que agora não estou num hospital sendo atendido? E cade meus familiares? Retrucou o irmão desesperado.

Ao que respondeu o Irmão Sota:

- Porque você ainda não percebeu que fez a passagem para o mundo espiritual! Que agora pertence a outra dimensão!

- Você é um louco, retrucou o atendido. Você está querendo dizer que eu morri? Como? Se eu estou bem vivo e conversando com você? Veja, lembro-me até que estamos em janeiro de 2011!

O Irmão Sota, pacientemente prosseguiu:

- Claro que você continua vivo. O que morreu foi seu corpo material, mas seu corpo espiritual prossegue vivo, pois estamos em outubro de 2013... Após o AVC, por não perceber a passagem, você prosseguiu perdido. Agora que foi trazido para nosso hospital será atendido para se recuperar.

- Mas eu já fiquei internado em um hospital, agora me lembro, e lá meus parentes iam me visitar.

Nesse momento o Irmão Sota aparteou e disse:

- Ora, quem disse que você aqui não receberá visitas? Veja essa Senhora que está aqui lhe dando assistência.

Ao que o irmão retrucou:

- Nossa, é minha Madrasta! Então realmente eu morri, por que ela já partiu há muitos anos e agora está aqui, viva! E minhas filhas? O que será delas sem mim para sustentar? Preciso ir ajudá-las, mas como, como?

- Acalme-se irmão, acalme-se. Primeiro você precisará cuidar de si mesmo. Ficará em tratamento em nosso hospital para se fortalecer e tomar conhecimento das novas realidades. Quando for o momento correto será permitida sua visita aos seus que ficaram na Terra. Elucidou o Irmão Sota e finalizou:

- Confie em Deus! Ele é amor e a todos sustenta. Agora tome esse lenitivo que está sendo oferecido pelos assistentes e durma tranquilo, pois a Espiritualidade de Amor vela por você.

E assim, o Irmão foi "desligado" do médium. Já fora da concentração, o Irmão Flâmine confirmou todo o encaminhamento dado pela intuição do esclarecedor.

Com isso, notamos que os enredos das nossas vidas prosseguem no mundo espiritual...

continuará...



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Me digas com quem andas...

Lembrava-nos o Irmão Tertuliano que nosso grupo Irmãos Fraternos é de estudos e prática da mediunidade, e que por isso, as lições nos dadas por André Luiz em Missionários da Luz, da lavra de Chico Xavier são de extrema importância no desempenho de nossas tarefas, não somente na hora da reunião, mas no dia-a-dia, pois não pode existir Espírita somente de segunda-feira.

Isto posto, relevou o caso apresentado por André Luiz no Capítulo 11, intitulado Intercessão, do livro em questão, quando o repórter do além fica pasmo e comenta:

- "Ó meu Deus! - exclamei, aturdido, dirigindo-me ao instrutor - será crível? Desencarnados à mesa?"

Reforçou-nos, nesse momento, a importância da vivência diária dos preceitos de Jesus. Enfatizou em nós, a necessidade de sermos Espíritas em tempo integral e não somente algumas horas na Casa Espírita ou mesmo, alguns minutos antes e depois de acordarmos, durante a prece diária. 

Recordou que a nossa conduta é fator essencial na escolha das companhias que desejamos ao nosso lado, em nosso trabalho, nas resoluções diárias e em nossos lares. Asseverou que a companhia de irmãos menos esclarecidos é mais comum do que imaginamos e citou parágrafo do livro Nas Brumas da Mente, ditado por François Rabelais e psicografado por Rafael de Figueiredo, que no capítulo 13 - Indigentes do Espírito, que revela:

- "Este envoltório energético (o duplo etérico*) é dirigido em sua formação pelo comando mental do espírito, que dirige instintivamente as atividades celulares. A falta de equilíbrio apropriado por parte da conduta mental dos encarnados os impossibilita de impor maior restrição às companhias que os circundam, permitindo a vinculação com entidades espirituais que atuam como verdadeiros parasitas."

E, finalizando o colóquio, advertiu-nos sobre quem queremos ao nosso lado diariamente? E lembrou-nos da célebre frase da nossa querida Mãe Velha:

- Pensamento reto, meu filho! Pensamento reto!


* Duplo etérico - é o reservatório de vitalidade durante a vida física na reposição de energias gastas ou perdidas e parece-se como uma duplicação do corpo físico. Participa na animalização da matéria, na mediunidade de efeitos físicos e em curas espirituais.É através dos seus recursos vitais que os centros de força (chacras) sustentam o corpo material.