domingo, 30 de dezembro de 2012

O Porvir da Humanidade

"O mundo do porvir será diferente. Além do aprimoramento moral que virá e das plenas condições de subsistência aos seres humanos gradativamente proporcionadas por atos de erradicação da fome, a civilização humana promoverá paz e a solidariedade entre os povos e concederá ao próximo plenas condições para prosperar e ser feliz.

... a verdade do homem atual anseia, de todo coração, pela transformação da Terra num mundo mais fraternal e feliz. A civilização humana anseia não somente pelos ideais atenienses de outrora, mas também por outros ainda maiores, que complementam os anteriores e os ampliam em dignidade humana.

Enquanto as primeiras luzes da alvorada repontam os céus acendendo o dia e pronunciando o majestoso Sol que se erguerá no decorrer deste milênio em meio ao mar da esperança, ao longo do vasto horizonte, erguer-se-á uma imensa onda espiritual de humanidade que se quebrará nas praias mais distantes da Terra e banhará de bondade o bem-aventurado homem do porvir."

Esse trecho foi retirado do Capítulo 39 do Livro Colônia Capela de Yehoshua Ben Nun e psicografado por Pedro Campos.

Com essas palavras o Blog Além da Dimensão roga a todos a reflexão sobre esse ano que se inicia no que refere a esperança na transição do mundo de provas e expiações para um mundo novo de regeneração.

Esse mudança ocorre dia-a-dia. Contudo, dia 1º de janeiro é uma excelente data para iniciarmos a nossa.

Próspero Ano Novo
Irmão Tertuliano  

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal a todos!


Nas orações de Natal, lembremo-nos de que Jesus
é o Suprimento Divino para nossas necessidades:
Para o Sofrimento, Jesus é o Consolo;
Para a Aflição, é a Esperança;
Para a Tristeza, é o Bom Ânimo;
Para o Desespero, é a Fé Viva;
Para o Desequilíbrio, é o Reajuste;
Para o Orgulho, é a Humildade;
Para a Violência, é a Tolerância;
Para a Vaidade, é a Singeleza;
Para a Ofensa, é a Compreensão;
Para a discórdia, é a Paz;
Para o egoísmo, é a Renúncia;
Para a ambição, é o Sacrifício;
Para a Ignorância, é o Esclarecimento;
Para a Inconformação, é a Serenidade; 
Para a Dor, é a Paciência;
Para a Angústia, é o Bálsamo;
Para a Ilusão, é a Verdade;
Para a Morte, é a Ressurreição.
Se acompanhamos e servirmos Jesus expulsamos as sombras da nossa vivência.

Adaptação do livro "Os Dois Maiores Amores
 - Francisco C. Xavier - Autores Diversos.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Hum..parece que não foi desta vez!

Bom, parece que o mundo não acabou no dia 21 de dezembro, pois hoje é dia 23. Dizem alguns que no Japão acabou, mas que reconstruiram tudo rapidamente.

Tirando os chistes e a expectativa de muitos que se isolaram apreensivos com as catástrofes iminentes, vemos que tudo prossegue como dantes, conforme nos diz Zé Ramalho: "lá fora a segurança cuida do normal".

Nesta manhã, ao rebuscar em minha modesta biblioteca algo para entretenimento deparei-me com o livro Não será em 2012 -   Chico Xavier revela a data-limite do velho mundo, de autoria de Marlene Nobre e Geraldo Lemos Neto, o qual nos foi gentilmente regalado pela Irmã Tarquínia em uma de suas andanças por Uberada - MG.

Ao perpassar meus olhos sobre diversas página chamou-me a atenção o Capítulo 5 intitulado Revelações de Chico Xavier mostram que o futuro da Terra está nas mãos do Homem e especificamente quando Geraldo Lemos pergunta a Chico o que ele queria dizer com "Um dia haveremos de ressuscitar das cinzas de nosso próprio sacrifício para demonstrar ao mundo inteiro a imortalidade gloriosa.", se ele (Chico) estava prevendo o futuro do Brasil e do mundo.

Segundo Lemos, Chico pensou um pouco, como se estivesse vislumbrando cenas distantes e, disse:

- "Você se lembra, Geraldinho, do livro de Emmanuel A Caminho da Luz? Nas páginas finais da narrativa nosso benfeitor, no capítulo XXIV, cujo título é O Espiritismo e as Grandes Transições?
Nele, Emmanuel afirmara que os espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual é Jesus um dos membros divinos ... para, enfim, decidir novamente sobre os destinos do nosso mundo.

E prosseguiu:

- "Pois então, Emmanuel escreveu isso nos idos de 1938 e estou informado que essa reunião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem pisou pela primeira vez no solo lunar... e após diversas sugestões, Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização...

Geraldo Lemos, questionou então sobre as deliberações tomadas, ao que Chico respondeu:

-"Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos... a iniciar-se em 20 de julho de 1969, e, portanto, a findar-se em julho de 2019."

Entretanto, Chico revela essa importante deliberação de Jesus:

- " as nações mais desenvolvidas e responsáveis pela Terra deverão aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre sí, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. Se e somente se essas nações durante o período de 50 anos aprenderem a convivência harmônica é que o Planeta seria admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração."

Assim, Chico nos deixa bem claro que depende realmente dos homens a evolução fraternal do planeta, sendo que do contrário, teremos que arcar com os desatinos de nossa própria responsabilidade!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O dragão!

O serviço da mediunidade científica de Kardec aliada ao amor de Jesus socorre nas Casas Espíritas irmãos desencarnados que, mesmo enredados no ódio trazem no imo de seus corações a vontade de mudança, por vezes inconscientemente.

Após a prece inicial, como de praxe, a Irmã Adriane em transe ligou-se mentalmente (perispirito a perispirito) com um irmão que apresenta-se alado, parecendo um dragão e insultava o grupo, nos seguintes termos:

- Hipócritas! Aqui se fingem de santinhos, mas todos têm muitas dívidas a carregar! Blasonava ele.

O Senhor Sota, então responsável pelo diálogo, obtemperou:

- Caro irmão, de sorte somos todos devedores e disso temos consciência. Mas ao darmos pequenos passos em favor de nós mesmos reconhecendo nossa fraqueza, certamente o Mestre Jesus ilumina nossos caminhos.

- Balela, só balela. Ironizou o irmão desarvorado e prosseguiu:

- Vocês me trouxeram aqui por que fizeram uma armadilha. Ah! Mas isso não vai ficar assim. Não mesmo! Vocês são todos uns medrosos. Liberem minhas asas.Vejam lá fora o meu exército. A uma simples ordem minha eles invadirão isso aqui. Me soltem e vocês verão!

- Calma irmão, disse o Senhor Sota. Aqui ninguém encontra-se em posição de contenda. Todos somos devedores e por isso te convido a observar a sua tela mental que ora mostra-se à sua frente!

E colocando as mãos sobre o centro de força frontal da médium rogou silenciosamente que os Mentores permitissem ao irmão rever seu passado. Então, o assistido comentou:

- Não! Não! Isso é bruxaria! Tirem essa imagem da minha frente. Não quero ver aquela mulher!

- O que mais você vê, meu Irmão? Questionou o Senhor Sota.

- Vejo um campo verde e ela está lá. Aquela traidora. Infame responsável pela minha morte. Eu a odeio! Odeio!

Nesse momento, como estava extremamente irritado, o Irmão Junot começou a aplicar-lhe passes mediúnicos fazendo com que no início o comunicante passasse mal e fosse melhorando paulatinamente. A médium então explicou que a imagem da tela mental havia sido trocada por outra mulher, mas que tratava-se da filha do irmão em atendimento.

Com esses procedimentos o irmão foi acalmando-se e começou a falar em latim. O Senhor Sota aproveitou a ocasião e proferiu sentida prece. A médium com isso ia informando que o mesmo havia sido recolhido em uma maca com lençóis brancos e aos poucos, sonolento, foi desligado e dormiu. E a médium foi informada que o irmão ficaria naquele pronto socorro e iniciaria seu tratamento "físico" e espiritual. 

Com isso, concluímos que ninguém está jogado a própria sorte. Mesmo no ódio e na vingança quando nossos corações já se predispõem a mudança, o Mestre Jesus lança sua luz sobre todos nós. 


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O que os olhos não vêem... existe!

Em todo o território brasileiro diversos centros Espíritas se desdobram em auxílio aos irmãos encarnados e desencarnados. Por tarefas diversas, desde palestras, passando pelo atendimento fraterno, a fluidoterapia, evangelização ou o assistencialismo, irmãos dedicados, nos dois planos da vida, se empenham na evolução do homem e por conseguinte, na evolução do planeta.

Entretanto, como aprendizes do Cristo na labuta não nos damos conta de quão laboriosa é a dimensão espiritual da casa Espírita. Atividades tantas se desenrolam além dessa dimensão, as quais não percebemos, em virtude de estarmos quase sempre com o nosso sexto sentido embotado pelas aflições diárias.

Graças ao Mestre, em nossos trabalhos com a mediunidade somos agraciados, por vezes, com descrições sobre o que ocorre na Casa durante as reuniões, conscientes de que a labuta no mundo espiritual é constante e que Nossos Maiores a todos acolhem e orientam.

Como sempre, a reunião mediúnica iniciou-se às 20h30 pontualmente. Presentes a Irmã Eulália, o Irmão Tertuliano, Irmã Tarquínia, Irmã Amália, o Irmão Severo, o Senhor Sota, o Senhor Lena, a Irmã Adriene, a Irmã Ariadne, entre outros responsáveis pela sustentação da reunião. Após a prece e ao som de melodia relaxante os médiuns puseram-se em posição mental facilitadora da passividade mediúnica.

Alguns minutos depois a Irmã Eulália mexia-se na cadeira e Tertuliano foi ao seu encontro, quando ela comentou:

- Estou sentindo uma dor muito forte no pescoço e parece que tem uma tala em volta dele. Tenho a sensação de que estou morrendo e sinto-me muito mal. Alguém está perguntando que luz é essa. Sinto que alguém está me puxando pelas mãos.

- Vá com confiança, pois o Mestre nos ampara! Exclamou o Irmão Tertuliano.

Eulália prosseguiu:

- Estou num lugar com areia branca, parece uma praia e ao longe ouço um latido. Vejo uma silhueta se aproximar e tenho medo. Voltei e agora estou aqui no Centro Espírita!

- Continue e descreva o que vê. Rogou o Irmão Tertuliano.

- Vejo a construção da casa Espírita no mundo espiritual. Há diversas pessoas e nossos Irmãos Franciscanos aplicam passes nelas. Existem 12 salas, sendo 6 delas iluminadas com lâmpadas de cor verde onde são atendidas pessoas acidentadas e cancerígenos, e 6 iluminadas com lâmpadas de cor lilás, onde são atendidos seres disformes, dos quais escorrem um tipo de lama fétida.

- Prossiga, prossiga! Insistiu  Tertuliano.

- Agora estou no salão de palestra. É diferente, pois está disposto com bancos de madeira. Vejo o Irmão francês (Junot) banhado por luzes e quase todo dourado. Ao seu lado está a Mãe Velha e posso ver nossa irmã que desencarnou há um ano atrás em acidente automobilístico. Ela está de costas, porém posso ouvi-la dizendo: Oi minha querida! e vejo também presente a Irmã Eunice. Quanta saudade e felicidade sinto! 

E prosseguiu fazendo uma prece. Pelo adiantado da hora a Irmã Eulália desfez-se do transe e a Irmã Ariadne que havia ajudado no desdobramento comentou:

- Foi emocionante. Na prece não era a médium quem fazia, parecia que alguém falava por ela.    

Com isso, encerrou-se a reunião e passamos a refletir o quanto o trabalho se estende para as dimensões espirituais do nosso grupo mediúnico.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Retomando o caminho!


Caros irmãos,

Revela-nos o dito popular que o tempo urge! Isso significa não nos permitamos demora em nossa evolução como seres holísticos que somos. 

Ocuparmos nosso tempo sem discernimento relegando o conhecimento do Espírito para nossas poucas horas de folga é erro comprometedor. Se encarnados estamos não nos compete somente a vivência da carne, mas também o preparo na libertação do  nosso Espírito das amarras da ignorância.

O Espiritismo é em essência estudo! Não existe evolução se não compreendermos a física, a física quântica, a biologia, a química, a história, a psicologia, entre outras. Por isso, a Doutrina nos conclama a estudarmos, pois como sabemos o conhecimento nos liberta!

Nesse caminho, retomamos as publicações neste blog. Achamos o tempo! Esperamos com isso trazer e adquirir um pouco de conhecimento sobre a Doutrina Espírita, através do relato dos nossos irmãos encarnados e desencarnados!

Grato a todos que nos tem seguido e a proposta ainda é a mesma: Leia e comente!

"Senhor da Vida! Ponho-me sob vossa proteção, deixando que se faça em mim segundo a vossa vontade e não a minha própria." - Manoel Philomeno de Miranda

Epílogo: Perdendo a batalha e não a guerra!

Caros Irmãos,

Recordando-nos das 4 partes anteriores dessa história veremos que o Senhor Jean tem lutado contra irmãos desorientados que obsediam seus filhos. Desde que passou a frequentar a nossa Casa tem ocorrido uma série de eventos, que buscam fazê-lo desistir de procurar a assistência da espiritualidade de amor!

Entretanto, entendendo a necessidade da ajuda espiritual, o Seu Jean tem insistido mesmo com todos os revezes dos quais tem sido vítima. Após todas as crises aqui declinadas e devido as preces, evangelhos no lar, fluidoterapia (passe e água) e passividades no grupo Irmãos Fraternos, nesses últimos meses as coisas, vagarosamente se acalmam.

Relembremos o que nos elucidou o Irmão Tertuliano, de que cada um nós temos nossos compromissos das vidas anteriores, muitos dos quais só a vivência nos fará crescer e sermos perdoados pelos nossos hoje inimigos.

É claro que o Mestre Jesus a ninguém desampara. Sempre nos dará o suporte para enfrentamentos vários na caminhada sobre o planeta, a fim de que possamos enfrentar nossas provas e delas tirarmos o melhor proveito.

Assim, a casa do Seu Jean passou a ser higienizada rotineiramente por um equipe de técnicos espirituais e mesmos ainda com alguns altos e baixos, seus filhos seguem seus caminhos dentro da religião por eles abraçada.

Felizes que estamos com o caminho desenhando nesse processo, continuamos agradecendo a Deus pelo amparo e a Jesus pela orientação e ensinamentos.

Algumas batalhas precisam ser perdidas para que nos reforcemos na vitória final: o bem!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Parte IV: perdendo a batalha e não a guerra!

A aplicação de passes dispersivos por parte do Irmão Tertuliano e da Irmã Tarquínia ajudaram na rápida recuperação da médium e os dias se passaram...


Na sexta-feira da mesma semana, durante a palestra pública, para nossa surpresa o Irmão mais velho, filho do Seu Jean postou-se à porta do salão, abriu o Velho Testamento e leu passagens em voz alta. O palestrante espírita, com amor e fraternalmente convidou-o a participar da reunião. Diante de sua negativa prosseguiu com o tema. Inusitadamente, o Irmão retirou-se com destino incerto.


No dia subsequente, sábado, após o atendimento fraterno solicitamos ao seu Jean que nos falasse sobre o acontecido, pois ele também havia participado da palestra na noite anterior. 


- E então Seu Jean, como está o clima na sua residência, questionei.


Ao que ele foi enfático:


- Um verdadeiro caos. O menino está pior. Definhando aos poucos. O irmão mais velho me culpa pela situação. Fomos, dia desses em um templo no bairro adjacente e minha esposa contou à Pastora nossa luta. Ela não nos poupou e voz alta no púlpito condenou-me, asseverando que enquanto eu frequentasse essa macumba aqui as coisas não se acertariam. O "menino" depois que saiu daqui não voltou para casa. Está feia a coisa!


- Mesmo com tanto desaires fico feliz por sua insistência em procurar ajuda aqui o Centro Espírita e salvo as contingências das necessidades reencarnatórias confiamos plenamente no Mestre Jesus e nos trabalhadores franciscanos dessa Casa de amor na ajuda aos necessitados, inclusive seus filhos. Sua perseverança, seu engajamento no trabalhado e sua fé, tenha certeza serão determinantes na resolução dessa situação. Aduzi.


Aqui peço que os leitores lembrem-se da parte I dessa história, chamada o Enredo quando eu disse que: "Ainda pensativo e chateado após o atendimento fraterno do Seu Jean que comentara a situação de seu filho Anselmo, comentei que não me conformava em estarmos perdendo a guera, lembram-se?


Pois então, Irmão Tertuliano calmamente me orientou:


- Caro Irmão, Joanna de Ângelis lembra-nos em o livro Em Busca da Verdade que "pelas reencarnações, o livre-arbítrio nos permite escolhermos o bem ou o mal, a alegria ou a tristeza, a desgraça ou a ventura, sendo a única fatalidade a nossa plenitude como Espíritos eternos".


E prosseguiu:


- O máximo que pode realizar o adversário é criar embaraços na marcha do progresso da vítima, atentar contra os seus valores ou até mesmo contra a sua vida física. Não consegue ir além disso, porque não lhe atingirá a realidade de ser imortal que é, portanto, invencível, desde que não se deixe dominar pelas veleidades, pelas paixões do primarismo animal por onde transitou". 


E finalizou:


- É certo que sob o domínio do nosso Irmão Mago, o Anselmo deixou-se fragilizar e agora lhe é vítima entregue. Contudo, o bem não perdeu a guerra, mas sim uma pequena batalha. Sabemos todos que a luz sempre vence e o Mestre responsabilizou-se por todos nós. A cada qual cabe sua parte e isso inclui o crescimento mútuo. Ninguém será feliz e pleno sozinho. Continuemos com nosso trabalho resignadamente e confiantes no Pai!


Restou-me contemporizar e refletir!
Finalmente na próxima postagem teremos o Epílogo dessa história...aguarde mais um pouco!



domingo, 24 de junho de 2012

A batalha: Parte III - A vinda do Mago

Ao ver aquela cena de extremada violência, Irmã Eulália mudou o semblante e contou ao Irmão Tertuliano que a entidade tresloucada estava desferindo golpes de facas em suas espáduas. 

O Irmão Tertuliano sem se abater com o inusitado, elevou o pensamento ao Irmão Junot, rogando ajuda àquele irmão que ainda enleado nas raias da vingança acreditava-se justiceiro. Nesse comenos, enquanto todos oravam a seu favor, o Irmão desesperado em virtude das vibrações benfazejas que lhes eram lançadas  voltou ao quarto e aos berros tresloucados intuiu o filho mais velho a largar a bíblia e ir pessoalmente resolver a contenda.

Ao ver as cenas, semi-desdobrada, Irmã Eulália discretamente e preocupada avisou Tertuliano que ciente da não necessidade de enfrentamentos com os irmãos enfermos d'alma, convidou a todos a prece final e retiramos-nos adredemente evitando maiores complicações.

Dias passados, na reunião de estudos da mediunidade, quando da pratica mediúnica apresentou-se em passividade através de acoplamento perispiritico junto à Eulália, irmão alto e esguio. Turbante cinza escuro com pedrarias, anéis nos dedos indicador, médio, anular e inclusive nos polegares. Pele esbranquiçada, barba semi-comprida triangular e bem feita, roupão pastel escuro com "bolero" tom sobre tom. Olhos negros e ferinos, nariz afilado e lábios finos descoloridos. Um verdadeiro mago!

- Seja bem vindo à nossa casa. Afirmou Irmão Tertuliano na função de dialogador.

Calmo e centrado, asseverou o visitante.

- Venho informar você que dívidas antigas que se perdem no tempo me autorizam a campanha que ora comando.

- E que campanha é essa, caro Irmão? Questionou Tertuliano.

- Desde o Egito antigo somos iniciados na ciências e no ocultismo. Possuímos conhecimentos que estão longe do vosso entendimento, por isso, não me cabe discutir neste cenário mais detalhes. Contudo, se esses irmãos estão sob meu jugo é por que a mim pertencem pelos desaires cometidos nesta longa caminhada e nos dois planos da vida. Retrucou calmamente e prosseguiu:

- Sou Mago e a Magia Negra praticada pelos nossos cobra os devedores imprevidentes. Aqueles que não cumprem as tarefas delegadas ou não pagam os acordos assinados, aumentam suas dívidas para com a nossa casta. Não interfiram naquilo que vocês desconhecem, pois serão dolorosos os desdobramentos resultantes da sua ignorância. Não contendamos com vocês, por isso, sigam vossos caminhos e seguiremos os nossos. 

- Entendemos suas colocações. Porém, forçados somos a esclarecer que o Criador é o único responsável pelos destinos de seus filhos. Se interferimos em algumas contendas é que sob o Evangelho do Cristo nos sentimos necessitados do trabalho em Sua seara. Refutou Tertuliano e continuou:

- A cada um desses que deres de comer é a Mim que estarás ajudando. Nessa ótica somos compelidos a interferir em seus planos. Conscientes somos de que pouco ou quase nada conhecemos sobre a arte das magias, entretanto, capitaneados pelos amorosos franciscanos aqui presentes é nosso dever como cristãos ao menos esclarecer-vos sobre as máximas do Cristo.


Ainda calmo, o Mago asseverou:


- Pobre cordeiro. Fraco deixou-se mutilar pelos lobos. Somos de épocas anteriores a ele, por isso nos sentimos no direito sobre a vida e a morte desses vermes que ora cobramos. Estou aqui simplesmente para avisar-vos e se prosseguirem atrapalhando nossos caminhos sentirão o peso de nossa ira!!!


Nesse momento, a médium demonstrando fraqueza em seu semblante, pois a passividade custou-lhe energias psico-físicas debruçou-se sobre a mesa, como que fosse desmaiar.


Essa história ainda continua, tenha paciência...

   

terça-feira, 29 de maio de 2012

A batalha: Parte II - algumas explicações


- Bom, a primeira coisa a fazer é de modo algum, suspender o tratamento psicológico e psiquiátrico. Afirmei categoricamente, e prossegui:

- Alguns irmãos da lide espiritualista no geral e outros Espíritas, no particular, tem se olvidado das instruções kardecianas relativas à necessidade do tratamento médico. Profissionais que por anos sentaram-se nos bancos das academias, experienciaram em suas "residências" e prosseguem no trato com esmero de casos dessa natureza, não podem ser substituídos por tratamentos alternativos.  

E complementei:
- A fluidoterapia com passes e água fluidificada, o atendimento fraterno, o Evangelho no Lar e a prece são processos auxiliadores na cura e não substitutivos do tratamento médico. Assim, aconselho que o Senhor passe a frequentar semanalmente a nossa palestra pública e o atendimento fraterno. Por outro lado, o Senhor definirá um dia na semana e um horário para que seja implantado o Evangelho no seu lar. Inicialmente, iremos acompanhá-lo nas primeiras semanas.

De posse dessas informações, Seu Jean deu prosseguimento na escolha da data e horário e passou a frequentar as reuniões públicas, onde passou a ter mais conhecimento sobre o Evangelho de Jesus, bem como o atendimento fraterno, levando sua garrafinha de água para ser fluidificada.

No dia aprazado, o Irmão Tertuliano, Amália, Seu Severo e eu, fomos à casa do Seu Jean para implantarmos o Evangelho no Lar. No portão fomos bem recebidos por sua esposa, que nos encaminhou a uma mesa postada na varanda e nos convidou a sentar.

Disse estar feliz com nossa iniciativa e que o Seu Jean estava terminando o banho. O Irmão Tertuliano tomou a iniciativa e questionou:

- E como estão as coisas por aqui? E o seu rapaz, como tem passado? 

- Na mesma, senão pior! Exclamou Dona Adelmira. Só mesmo Deus nessa causa!

Nesse instante, o Seu Jean teve conosco e feliz com nossa presença explicou-nos a situação. 

- O menino agora vive trancando no quarto com as janelas fechadas e no escuro. Fala sozinho o tempo todo e continua dizendo que o homem prossegue falando dentro do seu cérebro.

Aproveitando a pausa o Irmão Tertuliano esclareceu como se processava o Evangelho no Lar, dizendo:

- Caro Irmão, como o Senhor sabe a Doutrina Espírita não possui fórmulas mágicas e busca se apartar de rituais. O processo de nossa cura inicia-se na mudança de pensamento, quando alteramos nossa sintonia e passamos a realizar nossa reforma. O modelo do Evangelho no Lar que estamos lhe mostrando, apesar de seguir etapas, não passa de uma sugestão longe de ser algo fechado e imutável, ficando posteriormente a seu critério, o modo e o ritmo de procedê-lo na sua casa.

Após breves instantes, continuou:

- O Senhor deverá colocar sobre a mesa, recipientes com água destinados a cada pessoa da casa. Inicialmente faremos uma prece, louvando e agradecendo a Deus pela oportunidade da reencarnação que nos premia com as chances dos resgates tão necessários à nossa evolução. Depois, abriremos aleatoriamente o livro Pão Nosso de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier e posteriormente, O Evangelho Segundo o Espiritismo, da Codificação kardequiana . Após as leituras dos textos, teceremos comentários sobre as lições contidas e a relação delas com nossas vidas. Isto feito, faremos a prece de encerramento, quando agradeceremos a Jesus pela oportunidade de nos reunirmos em seu nome e rogaremos que nos ajude em nossas necessidades de acordo com os nossos merecimentos.

E assim o fizemos. Porém ao iniciarmos a prece, a Irmã Eulália em desdobramento parcial observou quando uma entidade de aspecto mórbido incitava o Irmão mais velho, que encontrava-se em seu quarto lendo a Bíblia em voz alta, para que o mesmo se armasse de uma faca e investisse contra o Irmão Tertuliano.

De súbito, ele veio em direção da mesa e passou a desferir golpes contínuos com a arma nas costas de Tertuliano, numa fúria insana e desmedida!

Essa história continua...    

domingo, 20 de maio de 2012

A batalha: parte I - o enredo.

- Cada um tem as suas necessidades para passar por aquilo que está passando! exclamou-me Eulália preocupada com meus comentários.

Ainda pensativo e chateado após o atendimento fraterno do Seu Jean que comentara a situação de seu filho Anselmo, comentei que não me conformava em estarmos perdendo a guerra.

Lembro-me que há quatro anos, após um surto psicótico de Anselmo que ficou sumido por dias sendo encontrado perdido na mata que circunda o aeroporto de Palmas, o Senhor Jean foi assistir palestra no Centro Espírita frequentado por nós.

Convidado pelo Senhor Severo, após assistir a palestra, Seu Jean me foi apresentado, momento no qual eu o convidei para vir no outro dia, sábado, pela manhã, a fim de que pudéssemos conversar melhor. Primeiro a chegar no dia seguinte, Seu Jean ouviu atentamente a leitura do livro Caminho, Verdade e Vida, de Emmanuel e psicografo por Chico Xavier e página aleatória do Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec.

Após as devidas explanações feitas por Eulália, foi encaminhado a cabine de fluidoterapia, onde lhe foram aplicados passes espirituais. Terminado o atendimento com as vibrações e orações finais, convidei-o para sentarmo-nos em banco de madeira sob a sombra de um pequizeiro.

Iniciei nosso diálogo perguntando o que o trazia a nossa casa, quando ele respondeu:

- Lá em casa o ambiente está difícil. Agora com esse sumiço do Anselmo as coisas elas pioraram!

- Sim, mas essa história certamente não se incia nesse desaparecimento. O Senhor pode falar à vontade, pois estamos aqui para ouvi-lo.

- Bom, retrucou. O Anselmo sempre foi um rapaz normal. Trabalhava, estudava e se divertia como todos de sua idade. Há dois anos, seu irmão mais velho convidou-o a participar dos cultos da igreja que ele frequentava e Anselmo aceitou. Passado um ano e meio, Anselmo já se destacava pelo conhecimento bíblico e por pequenas palestras que fazia.

E prosseguiu:

- Prestes a ser graduado na Igreja, ele foi convidado a jejuar alguns dias e intensificar a leitura da bíblia, a fim de que fosse aprovado nos testes. Trancou-se em seu quarto, confidenciou Seu Jean, e iniciou a empreita. Após o segundo dia, preocupada, sua mãe pediu que abrisse a porta, o que ele fez, porém já não dizia coisa com coisa!

Com os olhos marejados, continuou Seu Jean:

- Dava dó, moço! O menino falava que estava vendo monstros e que havia um velho escanchado em seus ombros e falava o tempo todo dentro de sua cabeça! Daí pra frente o menino só fez piorar. Deixou o trabalho e amuado fica sentando pelos cantos da casa falando sozinho.

- E o Senhor já procurou ajuda médica ou algum profissional de psicologia? Questionei.

- Sim, ele vive sob efeito de remédio controlado que o psiquiatra receitou e vai toda semana no psicólogo. Elucidou. Mas o menino só faz piorar, por isso vim aqui buscar ajuda.

Essa história continua...
 

sábado, 21 de abril de 2012

Às vezes é preciso...

Muito se discute e se estuda sobre as reuniões mediúnicas no que se refere aos métodos e procedimentos. Dialogo ou corrente magnética? Cada um defende seu ponto de vista sob a ótica dos estudos e autores seguidos. 


Espíritas, contudo, sorvem no Livro dos Espíritos todas as linhas bases de entendimento e do conhecimento na prática mediúnica, somando-se obras de grande valor como as de Francisco Cândido Xavier, Hermínio C. Miranda e Manoel Philomeno de Miranda, entre outros.


Sob toda essa reflexão estávamos em nossa singela reunião quando Eulália, em transe mediúnico, foi abordada pelo Irmão Tertuliano.


- Deixemos que a nossa confiança no Mestre Jesus nos coloque em sintonia com os irmãos aqui presentes, avocou.


Ao que respostou Eulália:


- Tem diversos irmãos presentes aqui na reunião. Estão trajando túnica azul, mas de um azul brilhante como quando luzes negras incidissem no branco, parecendo-me um azul translúcido.


- Continue, apensou Tertuliano.


- Eles informam que trarão diversos irmãos resgatados das furnas com dificuldades várias, pois são suicidas, assassinos assassinados, doentes mentais e outros.


Nesse momento, Tertuliano exorou à mesa para que todos os participantes entrassem em oração e firmasse o pensamento em Jesus, Grande Mentor dos Trabalhos e disse a Eulália:


- Estamos prontos para servir irmã!


Aos poucos foram sendo ligados fluidicamente à Eulália as entidades desarvoradas e ela exclamava:


- Me ajudem, tirem essa bala de minha cabeça! Socorro, socorro, minha garganta está cortada, me ajudem!


Exortando a todos que prosseguissem  concentrados e em prece, o Irmão Tertuliano, provavelmente intuído, solicitou que percebêssemos a energia que fluía na mesa e entrava pela mão esquerda e saía pela direita de cada um de nós, fazendo um círculo em torno de todos e da mesa. 


E assim, foram sendo trazidos os diversos irmãos de matizes variados e após longos minutos, devido a médium encontrar-se extenuada, os atendimentos cessaram.


Questionada sobre o acontecido, Irmã Eulália lembrou de ver muitos Irmãos iluminados como ser "descessem do céu" trazendo àqueles a serem socorridos em seus braços. 


- Isso terá desdobramentos incríveis. Pensei de mim para comigo!


Finalizando, Tertuliano esclareceu: 


- Como Espíritas que somos nos amparamos nos estudos de Kardec e naqueles que o complementam, porém, os procedimentos colocados ao nosso alcance se fazem necessários quando necessária é a sua utilização. Hoje, usamos o instituto da corrente magnética e tenhamos certeza que pudemos ajudar tantos quantos aqui foram trazidos e precisados do amparo de Jesus, pois às vezes é preciso...   

terça-feira, 3 de abril de 2012

O mal pelo mal

Tenho lido Joanna de Ângelis e muito me fascina as suas colocações sobre a semi-eterna luta entre o ego e o self. Conhecermo-nos interiormente na conquista do nosso equilíbrio é fator preponderante na caminhada da evolução espiritual, contudo, conhecermo-nos e reforçarmos nossas deformidades morais, alegando ser da natureza humana, mostra-se como indicador ínsito de nossa animalidade e involução.


Comentava eu essas palavras com o Irmão Tertuliano durante nossos estudos sobre a mediunidade, quando ele lembrou-me de determinado irmão o qual tivemos a oportunidade de receber em nossa reunião mediúnica. Refrescando-me a memória, Tertuliano recordou-me que a médium ao iniciar o desdobramento parcial clamava de terrível dor de cabeça, quando subitamente iniciou-se o diálogo:


- Não precisa me dopar, por que vocês fazem isso?


- Se você está sob efeito dos medicamentos aplicados pelos nossos Mentores é porque há necessidade para recebê-lo nesta Casa de Amor. Redarguiu com amor o Irmão Tertuliano.


- Não tem problema porque de qualquer forma, essa será uma excelente semana. Todos lembrarão do sofrimento do tal Jesus... e gargalhava a borbotões.


- Sim meu amigo, todos lembrarão do Cordeiro, mas não pelo sofrimento e sim pelo exemplo de amor deixado como testemunho de fé. Alegou o Irmão Tertuliano.


- E você acredita Nele? Palhaçada. Você acha realmente que Ele está ao seu lado? E ria...


- Acho não, meu irmão. Tenho certeza. É só você ver o olhar desses irmãos amorosos ao nosso redor, que aqui estão em nome do Mestre para que não reste a menor dúvida! Exclamou Tertuliano.


Nesse ponto, buscando confundir o dialogador, disse o irmão cinicamente:


- Está vendo? Você alterou seu tom de voz! Está ficando nervosinho, amigo? Mas não adianta essa sua lábia, pois eu gosto mesmo é do mal!


- Ora meu amigo, você mais do que eu é bem conhecedor da lei de ação e reação! O que se desarmoniza hoje haverá de ser harmonizado no futuro. E o irmão sabe o que o espera! Assentiu Tertuliano.


- Sim sei e não tenho medo de reencarnar. O que pode me acontecer? Uma mãe que não me ame ou um pai que irá me bater? Isso não é nada comparado ao mal que posso praticar... e sorriu inescrupulosamente.


Percebendo que a intenção do irmão era única e exclusivamente desestabilizar a reunião, o Irmão Tertuliano convidou a todos que vibrassem em prece e rogou que o Mestre Jesus se apiedasse daquele irmão que por ignorância ainda se comprazia no mal. Nesse instante, o irmão ironicamente e sorrindo, comentou:


- Isso, luz, mande luz para mim... e gargalhava. Isso de nada adianta. Sou o mal e gosto do mal!


Por indução e com ajuda dos Mentores, o mesmo foi desligado da médium, que debilitada pelos miasmas deixados por ele, necessitou de passes dispersivos e revigorantes. 


Quando em condição de comentar a passividade, a irmã esclareceu que a dor de cabeça devia-se ao fato de que o irmão mostrava em sua tela mental imagens de muito sofrimento, como as costas do Cristo dilacerada, o episódio do menino João Hélio sendo arrastado pelo carro, entre outros.


Aproveitamos a oportunidade para orar e elevando nossos pensamentos ao Cristo rogamos que o irmão fosse recebido em nosso Hospital Espiritual para os primeiros socorros e quando possível, retornar à nossa reunião de diálogo fraterno.   




domingo, 11 de março de 2012

Orai e vigiai

continuação de O Grupo Irmãos Fraternos...

...o capacete que o irmão menos esclarecido se referia, conforme nos esclarece a literatura e alguns irmãos trabalhadores é normalmente usado para "observar as vibrações da alma e a matéria sem concentração do pensamento" (Nos domínios da mediunidade - André Luiz), porém depreendemos que o mesmo também serve como um tipo de aparelho hipnotizador, se assim podemos chamar, pois quando da sua utilização os irmãos desencarnados entram em estado de latência ou sono profundo.

Após isso, o irmão foi retirado numa padiola e encaminhado para um cômodo do pronto socorro espiritual que funciona no Centro Espírita, para a continuidade do seu atendimento.

Refeitos, os médiuns psicofônicos (de incorporação), de sustentação e os dialogadores, reuniram-se em prece agradecendo a Nossa Senhora do Carmo pela intervenção junto ao irmão desafortunado que permanece ainda nessas condições em virtude de atitudes pretéritas e exacerbação do orgulho.

Irmão Tertuliano aproveitou o momento e solicitou aos médiuns que firmassem os Mentores do trabalho rogando que nos fosse ofertada uma mensagem sobre os trabalhos das últimas semanas, se o grupo assim o merecesse.

Por intermédio de Adriene, médium psicofônica, veio-nos a seguinte mensagem:

                "Que a paz de Jesus esteja com todos. Irmãos, se o amor quer nos envolver devemos deixar a nossa fé transbordar nesta casa de luz! É um grande prazer reencontrá-los aqui, em mais uma etapa das nossas vidas. 
                 Erramos, por vezes, todos sabemos, mas esta é a hora de praticarmos um bem tão grande ou maior que o equívocos que cometemos. Sigamos sempre no caminho do bem, pois hoje sabemos que o mal não é eterno. A única coisa eterna é o amor.
                 Amor, sentimento sublime vindo do Pai. Manifestação verdadeira de sua existência. O amor não possui fronteiras e entre nós, se mostra como peça fundamental em nossa organização como seres holísticos que somos.
                 Afáveis companheiros trabalhadores da luz, é inequívoco o sentimento de fraternidade que existe entre nós. E assim, como todos os outros irmãos que já participaram desta singela reunião, nosso irmão que ora foi trazido aqui sente pulsar em seu coração a necessidade da mudança. Sim, queridos irmãos, pois que devemos respeito a todos, porém, quando luz no coração o arrependimento e a ânsia pela vida na luz,  o Mestre está de prontidão para todos recolher.
              Não temam. Orai e vigiai, eis o ensinamento do Mestre. Façam a vossa parte que a Espiritualidade de Amor sempre estará na vigília para atender vossas necessidades.
               Fica aqui o abraço fraternal da vossa irmã da Seara do Mestre, Mãe Velha!"

Nesse momento, passei os olhos marejados nas faces dos demais componentes do grupo e com grande alegria notei que todos, sem exceção, estavam emocionados e felizes pela recompensa do trabalho realizado.

Irmão Tertuliano, agradeceu a Deus e rogou aos céus força para que continuássemos em nossa labuta, nos ajudando e auxiliando aqueles que necessitam do Cristo.

Isto feito, abraçamo-nos e entrevia-se uma atmosfera onde o amor, a fraternidade e a paz reinavam no ambiente simples aos nosso olhos mortais, mas com certeza, de uma beleza indefinível aos olhos da alma.

Ofereço esta parte aos irmãos encarnados trabalhadores do Grupo de Estudo da Mediunidade Irmãos Fraternos! 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Resgates no carnaval

Falar do que se vê em reunião mediúnica não é nada fácil. Explicar o que os olhos da alma vê é algo incomum e, até para os céticos, uma grande bobagem e criação de uma mente excitada. Pois bem, a reunião mediúnica de segunda-feira, acontecendo em plena atividade carnavalesca, onde as mais loucas situações acontecem no plano material e principalmente no espiritual, estava em singular harmonia e sintonia com irmãos que respiram bondade e amor.

No ambiente, um orvalho fino e tênue em tons dourados caia sobre os participantes daquela reunião, que estavam ali, prioritariamente, em favor dos irmãos que abusam do livre arbítrio e, sem noção alguma, se entregam as extravagâncias da carne.

O grupo, em conjunto com a espiritualidade maior, instrutores do grupo formado pelos franciscanos e liderados pelo irmão Junot, já estavam preparados para receber os que, no plano espiritual, estavam sendo resgatados das zonas de pranto.

Um grande farol iluminou a região desguarnecida dos soldados das trevas que se deliciavam “lá em cima” nas festas de carnaval. A visão era terrível. Lamentos e prantos eram lançados no ar...dor, vergonha, medo...

Irmãos desencarnados com os mais variados problemas e sofrimentos, desgastados pela falta de compreensão e entendimento, foram sendo resgatados e chegavam aos poucos. Muitos eram trazidos em caravanas amorosas de espíritos corajosos que desceram às furnas e locas umbralinas resgatando os que, verdadeiramente, queriam socorro e alívio para medonho sofrimento.

Já no plano material a reunião continuava em pleno fervor das preces. A descrição do momento é algo quase impossível...luz de tons verdes substituíram os dourados e o movimento circular de preces foram entonadas pelos médiuns virando um grande rodízio de luz e em alta sintonia de amor.

Os franciscanos recebiam os pequenos agrupamentos com aquela disposição, sempre munidos de compaixão. A primeira impressão era de um grande posto de socorro recebendo feridos da alma.

Muitos encaminhados para outras alas, outros recebendo o choque anímico, outros recebiam banhos de luz.. e assim encaminhávamos para o fim da reunião em nosso plano, mas o trabalho estava apenas começando para os trabalhadores do além... 

O Grupo Irmãos Fraternos

continuação de A razão que a própria razão desconhece...

- Sim, aqui é o Hospital da Luz conforme você alega. Prosseguiu o irmão, porém, para ir buscar os pacientes nas Cavernas sua caravana tem que cruzar por dentro do meu território.

- Mas, ninguém é dono dessas plagas além do Pai Criador, argumentou Tertuliano.

- Eu sou o dono desse pedaço e quando vocês me pediram permissão para atravessá-lo eu liberei desde que não mexessem com os meus. E o que tive por essa condescendência? Traição. Isso mesmo, seus traidores. No retorno trouxeram um dos meus que pediu socorro. Eu o quero de volta! Bradava e vociferava como se estivesse possesso.

- Calma, calma! Alegava Tertuliano. Desse modo não poderemos resolver nossa contenda. Porém se resgatamos um "dos seus" como alega é por que ele necessitava e ansiava por paz!

- Isso não importa! Havíamos feito acordo com esses "padrecos" (referia-se aos franciscanos) e com aquele fracote ali e fui traído! Isso não vai ficar assim!

Aqui vamos fazer um parenteses para algumas explicações que se fazem necessárias. O trabalho mediúnico tem duas relações: a material, representada pelos médiuns encarnados e a espiritual, representada pelos mentores e trabalhadores desencarnados.

Desde o início da formação do grupo mediúnico, quando ainda fazíamos o curso de estudo da mediunidade, em algumas vibrações os futuros médiuns ostensivos sempre comentavam da presença de irmãos franciscanos na sala. Nas primeiras reuniões um Irmão franciscano trouxe-nos bela mensagem com orientações sobre os trabalhos e desse modo, resolveu-se codinomear o grupo como Grupo de Estudo da Mediunidade Irmãos Fraternos.

Alguns médiuns videntes observam sempre a presença de muitos franciscanos em nossas reuniões, porém, entre eles destaca-se um, o Irmão Alex - o fracote que se referiu o irmão trevoso. Segundo ainda os médiuns, ele é de estatura baixa (aproximadamente entre 1m60cm a 1m65cm), pele moreno-clara, olhos castanhos, cabelos lisos e castanhos, porém de uma claridade capaz de ferir os olhos e sempre se mostra quase transparente. Traz no olhar amor e compaixão para com todos, além da paz contagiante.

Após esses anos de relação com o mundo espiritual temos ciência de que irmãos da Legião de Maria de Nazaré, hindus, orientais, entre outros são frequentemente observados nas reuniões e, provavelmente, encarregados do translado daqueles que são resgatados nas zonas umbralinas.

Voltemos a passividade. Nesse momento, como não conseguia mais se fazer ouvir, Tertuliano aplicou passes calmantes nos centros de força coronário e frontal, ao que o irmão questionou:

- O que você está fazendo comigo? Estou ficando tonto e sonolento. Pare! Eu ordeno que pare! E esse aparelho em minha cabeça? Por quê estão me colocando esse capacete? Me soltem, me soltem!

...tenha mais um pouco de paciência que essa história acabará...

Dedico essa parte aos meus Irmãos em fé e inesquecíveis Beto e Bete!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A razão que a própria razão desconhece...

Continuação de Boo! Tem hora que dá medo!

Nesse momento, remontei aos diversos sonhos, quando em desdobramento frequentava lugares escuros, pessoas lascivas, sexo, medos e fugas volitantes. Será que o irmão referia-se a mim? Certamente que sim! Enfim dei graças à Deus pela raridade dessas viagens nos dias atuais.

Certo de que a carapuça serviria em todos os participantes da reunião, o Irmão Tertuliano prosseguiu o diálogo com coerência:

- Pois bem Irmão, agradecemos vosso aviso, pois desse modo nos ajuda a revermos-nos dentro da necessidade da mudança, da reforma interior e buscarmos no Cristo o verdadeiro caminho.

- Nem me fale nesse aí! Exclamou o padecedor irmão. Esse fraco, esse cordeiro! Se fosse realmente quem diz ser não teria se deixado ofender! Eu não, sou forte. Domino e meu reino é grande. Muitos estão sob minha custódia e tantos outros sob meu jugo!

Então, aparteou o Irmão Tertuliano:

- Por vezes o que julgamos fraqueza na realidade é força. Força do amor, querido irmão. Se o Mestre permitiu-se sofrer foi por amor a nós. Para nos mostrar que o Reino de Deus pertence aos mansos e pacíficos.

Gargalhou estentoreamente e adendou:

- Amor? Que tipo de amor foi usado nas Cruzadas? Amor ao poder e ao ouro? E na Inquisição? Amor de perdição, morte e dor? Esse é o amor do seu Cordeiro!

- Equivoca-se meu amigo. Respostou Tertuliano. A palavra é fria, contudo suas interpretações trazem o calor das visões apaixonadas em busca das desculpas para os atos vis e pessoais. Jesus sempre pregou a mansietude e se deturparam o sentido dos seus ensinamentos em busca de proveito próprio, em nada muda seu Evangelho.

- Pois, em nome desse evangelho disseram-me que eu deveria lutar pela Terra Santa. Deixei os meus e segui a cruz. Iniquidade foi o que encontrei pelo caminho. Ao retornar havia tanto sangue manchando minhas mãos que nunca mais pude me refazer. Quando morri vaguei pelos Vales de dor, sem contudo livrar-me da culpa. Reencarnei para aprendizado séculos depois e por ironia em família católica. 

- Sim, meu irmão, prossiga, adiu Tertuliano.

- Desde pequeno via e ouvia coisas. Cristão penitente confessava as ocorrências ao meu pároco. Covardemente escreveu carta a seus superiores no reinado de Aragão. Endemoniado diziam-me! Correntes e grilhões, açoites e confissões culminaram na fogueira! Quanta dor! Por isso, a vingança e a algia me comprazem e não são essas suas palavrinhas que me demoverão do meu intuito. Só vim avisá-los para não interferirem com os meus e nem no meu território.

- Mas nós não estamos interferindo em seu território. Essa Casa de Socorro pertence à Luz e pelo que eu sei vosso território localiza-se nas Trevas, argumentou Tertuliano.

Aguarde pacientemente, ainda tem mais...

     

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Boo! Tem hora que dá medo!


Explicava-me o Irmão Tertuliano, momentos antes do início da parte prática de nossa reunião de estudos da mediunidade, que a mais das vezes, as passividades ou “incorporações”, como algumas pessoas denominam são mensagens e acima de tudo, exemplos claros para nortearem a nossa conduta e nos levar a reflexões sobre os caminhos seguidos nessa encarnação.
Após singela prece e concentração dos médiuns, a irmã Anália entra em sintonia com irmão em difíceis condições de harmonia. Médium semi-consciente, inicia a passividade sentido as dores e as preocupações que afligiam o irmão em questão, o qual reclamava que a médium não permitia fossem abertas suas asas.
Blasfemando e indignado bradava:
- Vocês todos me pagam! Por que esses “padres” (referia-se ele aos irmãos franciscanos responsáveis pelos trabalhos da casa) me amarram? E essa indigna, que não permite que eu abra minhas asas? Você sabe quem eu sou, seu bastardo?
Pacientemente, mas de modo firme, ponderou o Irmão Tertuliano:
- Bem vindo à nossa casa meu irmão! Seu ódio e a sua violência em nada ajudarão o nosso diálogo! Sabemos bem quem és e de onde vens. Infelizmente, fez-se necessário que sua vinda até nós precisasse dessas amarras, como você mesmo há de convir!
- Vou acabar com todos vocês! Exclamava. Como ousam tirar-me dos meus domínios contra minha vontade. Essa área aqui é minha e vocês estão interferindo em minhas tarefas. Isso não vai ficar assim!
- Acalme-se meu irmão. Ponderou Tertuliano. Se vens aqui é porque já se faz necessário e de algum modo seu coração já anseia. Por vezes insistimos em caminharmos pelas trevas quando luze em nossos corações filigranas da paz do Mestre Jesus.
Mais irritado e sentido-se atado, vociferou:
- Balela, balela! Sou temido e respeitado e meus dominados são muitos. Eles precisam da charrua para não saírem do caminho. Como vocês estão equivocados! Exclamou. Os dominados estão nessa condição porque nela se comprazem. Usaram e abusaram dos vícios diversos quando encarnados e agora necessitam de mãos fortes para encaminhá-los.
- Encaminhá-los para onde, caro Irmão? Ponderou Tertuliano. Para a dor e o sofrimento? Para a subjugação e a escravidão nas cavernas? A cada um de nós já nos basta a Lei do Pai escrita em nossas consciências, além disso, como bem sabes somos totalmente responsáveis por aquilo que cativamos!
- Sim e daí? Quem lhe disse que me preocupo com isso? Adoro a dor e o fazer sofrer. Sou feliz do modo que estou! Afirmava o indigitado sofredor. Além disso, muitos de vocês encarnados, quando no sono procuram meus serviços para satisfazerem seus desejos mais recônditos.
Prosseguirá...    

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Hum...muito interessante!

Por vezes me pego pensando sobre as diversas passividades levadas a efeito em nossa reunião mediúnica. Reflexões sobre as dificuldades de ser médium iniciante e perceber de tudo e de todos sintonias diversas. O mal estar constante, a pressão no cérebro, dores corporais são bons motivos para que muitos desistam dessa incumbência.
Por outro lado, com o passar dos anos e pelos estudos da mediunidade, as passividades, as sintonias constantes e as reações passam a ser melhor controladas, o que não significa que tudo são mil maravilhas.
Observando o Irmão Tertuliano em uma de nossas reuniões pude notar que, através do magnetismo ele conduz o “paciente” desencarnado a entender suas dores e desesperos, diminuindo os reflexos de seu estado mental no perispírito do médium.
 De qualquer forma, sempre fica evidente que essa relação da passividade é dupla. Isto é, metade depende dos conhecimentos e da vontade do médium e outra metade revela-se pela condição moral do desencarnado.
Por isso, acredito ser um grande ato de amor do Criador para conosco quando nos permite esse trabalho de intercâmbio, onde os primeiros socorridos somos nós mesmos, pois a Espiritualidade de Amor está sempre a nos secundar visando nosso equilíbrio em favor do próximo.
Declinarmos de ir à reunião mediúnica por motivo fútil é o mesmo que nos pouparmos de receber tratamento único em nosso proveito. De estarmos olvidando o auxílio daqueles que nos amam e, principalmente deixarmos de doar a quem precisa e esquecendo da máxima maior dessa Doutrina de amor: “sem caridade não há salvação”.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Compromisso, o retorno!

- É certo que o conhecimento da verdade nos libertará. É certo também que, como Espíritos ainda encarnados num plano de provas e expiações, essa verdade se nos demonstra relativa. Isso, contudo, não nos isenta de buscá-la através do estudo.
- Como exemplo, conhecermos as teorias criacionista e evolucionista e lermos a “A Gênese” de Allan Kardec, permite inferirmos a nossa verdade relativa, nos libertando das ilações de que o mundo foi criado em 7 dias e o primeiro homem foi Adão.
- Entretanto, são poucos que gostam do estudo. Menos ainda, aqueles que se aprazem na leitura de livros espíritas. Quando me refiro ao estudo, não espero que sejamos mestres na Doutrina, decorando os números das páginas e as questões dos livros.
- Refiro-me ao conhecimento básico da Doutrina no entendimento de seus conceitos mínimos, como saber, na visão Espírita, o que é ou quem é Deus, por que reencarnamos, o livre-arbítrio e a lei de causa e efeito, as muitas moradas na casa do Pai e a sobrevivência do Espírito após a morte.
- Some-se a isto, o fato do Espírita trabalhar com mediunidade! Aí, o estudo se torna extremamente necessário para intercâmbio com os irmãos desencarnados que buscam o contato com o mundo dos encarnados.
- Contudo, por que médium não gosta de estudar? – após todo esse desabafo questionei o Irmão Tertuliano. Ele, de modo caridoso interpôs:
- Caro irmão, enquanto não entrevermos que o compromisso com a tarefa da mediunidade é a continuidade do que acordamos no mundo espiritual quando do preparo do nosso retorno à vida corporal, acreditaremos que estamos fazendo um grande favor a Deus pelo fato de despendermos algumas horas da nossa vida participando de uma reunião mediúnica.
E continuou...
- Confio no amor dado pelos nossos irmãos da reunião mediúnica àqueles que por aqui aportam. Contudo, essa energia poderia ser quintuplicada se fosse melhor canalizada através do conhecimento da mediunidade e do compromisso com a Espiritualidade de Amor que nos assiste.
- Calei-me e voltei a minha leitura!