segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Tatuagens e piercings: algumas verdades

Pessoal, encontrei esse texto extremamente interessante sobre tatuagens e piercings. Leiam e comentem:

Alguém nos questionou se usar uma tatuagem na pele teria influência sobre o perispírito. Há dirigentes de casas espíritas advertindo que todas as  pessoas que fizeram ou pensam em gravar tatuagens ou usar piercings, automaticamente estarão em processo de obsessão.

Conhecemos líderes espíritas convictos de que pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings são espíritos primários que ainda carregam lembranças intensas de experiências pretéritas, sobretudo dos tempos dos bárbaros, quando belicosos e cruéis serviam-se dessas marcas na pele para se impor ante os adversários.

Positivamente não identificamos pontos de caráter prático no uso de tatuagens, especialmente se a lesão imposta ao próprio corpo for por mero capricho.

Isso sim refletirá invariavelmente no perispírito, já que, sendo o corpo físico (templo da alma) um consentimento divino para nossas provas e expiações, devemos mantê-lo dignamente protegido e saudável. Entretanto, será que o uso de piercings e tatuagens sobrepujam qualidades morais? Quem pode penetrar na intimidade do semelhante e saber o que aí ocorre?

Os que se tatuam devem procurar identificar seus motivos íntimos. Recordemos que o corpo é o templo do Espírito e não nos pertence, portanto, é importante preservá-lo contra agressões que possam mutilar a sua composição natural.

Há os que usam vários brincos, piercings e outros adereços. Haveria a mutilação espiritual por causa desses apetrechos?

Talvez sim, provavelmente não! O certo é que o perispírito é efetivamente lesado pela defecção moral, desequilíbrio emocional que leva a suicídios diretos e indiretos; vícios físicos e mentais, rancores, pessimismos, ambição, vaidade desmesurada, luxúria.

Esfola-se o corpo espiritual todas as vezes que se prejudica o semelhante através da maledicência, da agressividade, da violência de todos os níveis, da perfídia. Destarte, analisado por esse prisma, os adereços afetam menos o corpo perispirítico.

André Luiz elucida que o perispírito não é reflexo do corpo físico; este é que reflete a alma.

 “As lesões do corpo físico só terão, pois, repercussão no corpo espiritual se houver fixação mental do indivíduo diante do acontecido ou se o ato praticado estiver em desacordo com as leis que regem a vida.”

As tatuagens e as pequenas mutilações que alguns indivíduos elaboram como forma de demonstrar amor a exemplo de alguém que grava o nome do pai ou da mãe no corpo de modo discreto não trariam, logicamente, os mesmos efeitos que ocorreriam com aqueles que se tatuam de modo resoluto, movimentados por anseios mais grosseiros.

Curiosamente, muitas pessoas, retornando ao plano espiritual, podem optar pelo uso dos adornos aqui discutidos.

Segundo o autor do livro Nosso Lar, “os desencarnados podem, sob o ponto de vista fluídico, moldar mentalmente e de maneira automática, no mundo dos Espíritos, roupas e objetos de uso e gosto pessoal. Destarte, é perfeitamente possível, embora lamentemos que um ser no além-túmulo permaneça condicionado aos vícios, modismos e tantas outras coisas frívolas da sociedade terrena.”.

Nas estruturas dos códigos espíritas não há espaços para proibições. Não obstante, a Doutrina dos Espíritos oferece-nos subsídios para ponderação a fim de que decidamos racionalmente sobre o que, como, quando, onde fazer ou deixar de fazer (livre-arbítrio).

Evidentemente que não é o uso de tatuagens que retratará a índole e o caráter de alguém. Todavia, não podemos perder de vista que alguns modelos de tatuagens, com pretextos sinistros, podem ser classificados (sem anátemas) como censuráveis e inadequados para um cristão de qualquer linhagem.

Nesse contexto, é importante compreender a pessoa de forma integral. As características anunciadas no corpo são resultados de seus estados mentais, reflexos das experiências culturais, aprendizados e interpretação de mundo. Como dissemos o Espiritismo não proíbe nada e fornece-nos as explicações para os fenômenos psíquicos.

Assim sendo, as recomendações doutrinárias não combatem, porém conscientizam! Não são indiferentes aos dramas existenciais e demonstram como edificar e marchar no mais acautelado caminho.

Dissemos que o uso piercings e outros adereços e da própria tatuagem por si só não caracteriza alguém com ou sem moralidade. Investiguemos, porém as causas dessas atitudes. Quais sãos os anseios, os sonhos, as crenças dos que cobrem seus corpos com tais marcas? Tatuagens, piercings, são estágios transitórios. Importa alcançar, porém, se tais indivíduos estão mutilados psíquica, emocional e espiritualmente.

Perante questões controversas, as mensagens kardecianas buscam na intimidade do ser o seu real problema. Convidam-nos ao autoconhecimento e ao estágio do auto-aprimoramento. Sugere-nos sensatez, autoestima, altivez, comedimento e a busca incessante de Deus, o Exclusivo Ente, que facultara-nos completar de contentamento e paz de consciência.

Jorge Hessen - http://jorgehessen.net

Referência bibliográfica:
 Levítico 19.28; Deuteronômio 14.1-2.
 Xavier, Francisco Cândido e Vieira , Waldo. Evolução em dois mundos, ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro, Ed. FEB, 1959
 Xavier, Francisco Cândido. Nosso Lar, ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1955



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Não é mesmo drama mexicano...final



Harmonizando o ambiente através de preces e pensamentos elevados, a Irmã Adriene passa a falar o seguinte:

- Sinto muitas dores musculares e parece que sou algum tipo de inseto muito grande...

Ao que o Irmão Paulo Paio interviu:

- Fixe somente no pensamento do irmão e não na sua forma. Deixe que ele possa trazer suas dores e sentimentos, a fim de que possamos auxiliá-lo.

Inicia então, a Irmã Adriene, o seu diálogo da seguinte maneira:

- Quem me tirou de lá? Quem se dá a esse direito? Quero voltar a sugar as energias daquela pessoa, até vê-la definhar, secar e morrer!

- A única autoridade capaz de lhe tirar de onde você estava é a autoridade do amor. Amor do Mestre Jesus que te oportuniza nesse Hospital de Caridade o seu bem-estar. Argumentou o dialogador.

Ao que o irmão desencarnado aduziu:

- E essa interesseira? O que ela está fazendo aqui? Não, você não é mais minha mãe e se foi algum dia não quero relembrar.

O Irmão Paulo esclareceu:

- Ela veio acompanhar alguém que desde há muito deseja ajudá-lo. Quem é essa pessoa que a acompanha?

- Você é um grande "especulão". Retrucou o irmão. É minha filha Amélia e não quero ela aqui. Saia...saia...

E aparteou o dialogador:

- Ela diz que o ama e que o passado deve servir de aprendizado para o futuro e não, para nos embaraçarmos na teias do erro, dando oportunidade para a culpa.

- Não! Não! Você não entende? Eu a matei devido a uma surra que dei nela. Tenho vergonha e não quero essas duas aqui. Esbravejava o irmão culposo.

- Mas essa é a hora do encontro com a sua consciência. Alertou o irmão Paulo. Não fuja da sua responsabilidade e livre-se da culpa, pois é ela que está te transformando nessa criatura hedionda. Veja que a sua filha te ama e propõe abraçá-lo sem restrição. Ela já entendeu o ensinamento do Mestre e te perdoou. Agora só falta você se perdoar.

E assim, após o desligamento do irmão, a médium Adriene nos esclareceu do seguinte:

- O irmão sofredor aceitou o abraço da filha que ainda osculou-lhe o rosto deformado. Com isso, cansado do sofrimento, ele se acalmou e rogou ficar nesse Hospital em início de tratamento. Foi-lhe dado um quarto de copo de um líquido leitoso, que ao sorver-lo, o irmão entrou em estado de sonolência, sendo colocado em uma maca e retirado, acompanhado pela mãe e pela filha, que irradiava expressiva luz.

O Irmão Tertuliano, por fim, explicou-nos que as relações de vampirização entre desencarnados e encarnados são muito mais comuns do que imaginamos. Lembrou-nos que André Luiz trata com grande propriedade, desse assunto, no livro Missionários da Luz. E vaticinou:

- Aqueles que vibram no bem, cujos pensamentos eclodem aos altos páramos não oportunizam que irmãos menos esclarecidos se aproveitem da invigilância, para que, em simbiose perniciosa suguem nossas energias vitais e interfiram em nossos pensamentos direcionando nossas vontades. Jesus advertiu-nos: "Orai e vigiai".

Ufa...terminou!
    




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ainda não é drama mexicano...

Reequilibrada a atmosfera fluídica da reunião, através de preces e pensamentos fraternos, a Irmã Eulália, em transe, passa a sentir dores nas costas que se estendia para o coração. O Irmão Tertuliano aproxima-se da médium e lhe aplica fluidoterapia através de passes, o que alivia as dores, quando inicia-se o seguinte diálogo:

- Agora que a dores aliviaram um pouco, que o Mestre Jesus te ajude a nos contar seus sofrimentos. Disse o Irmão Tertuliano.

Ao que, em desespero, o irmão sofredor aduziu:

- Socorro ajudem-me! Fui fazer uma brincadeira com meu primo e como ele é muito esquentado, nós brigamos e ele me esfaqueou o peito e as costas... Que dor dilacerante! Se não me socorrerem eu morro...

O Irmão Tertuliano aparteou:

- O irmão já está sob cuidados médicos, tanto que sua dor diminuiu. Contudo, olhe seus ferimentos e me responda se seu corpo sobreviveria a tantas estocadas.

- Você está dizendo que eu morri? Como? Se estou vivo conversando com você. Vocês aqui desse hospital estão todos loucos, falam a mesma coisa desde que cheguei aqui, semana passada. Comentou o irmão desencarnado.

- Preste bem atenção, meu Irmão. Veja o corpo que você está utilizando para se manifestar. Completou Tertuliano.

O irmão, num misto de surpresa e indignação retrucou:

- O que é isso? Magia? Como eu posso estar falando pelo corpo de uma mulher?

Mais uma vez, tendo a calma e a paciência como trunfos, Tertuliano falou:

- Por aí você vê quão grande é o Amor do Cristo para conosco. Mesmo depois de deixarmos o corpo de carne, devido às nossas necessidades de aprendizado nos é oportunizado, pela mediunidade santificada, trazermos nosso testemunho e recebermos a ajuda merecedora...

- Você, meu querido irmão, está utilizando do corpo de uma médium, para receber os esclarecimentos necessários...

- Ah! Bom! Exclamou o irmão. Se eu morri mesmo, agora ficará mais fácil eu me vingar do meu primo. Aquele calhorda me matou... Mas antes eu vou lá em casa e se minha mãe estiver chorando é porque eu morri mesmo...

- Temo que por hora o irmão será amorosamente constrangido a permanecer nesse hospital para tratamentos e esclarecimentos... Aludiu Tertuliano.

- Vingança e vingança é o que eu quero. Melhor. Vou lá casa da minha tia e se morri mesmo vou me vingar. Ah! Isso não vai ficar assim. Ele é bravo, mas agora comigo ele não vai poder... Esbraveja o irmão.

Tertuliano rogou à mesa que elevasse a vibração e em prece rogou ao Cristo que, pela espiritualidade dos Irmãos Franciscanos interferissem em favor do irmão em sofrimento. Ao término, o Irmão desencarnado que a tudo ouvira em silêncio, falou:

- Eu morri mesmo! Minha bisavó, que já morreu ha um tempão está bem aqui do meu lado, me pedindo para eu tomar esse remédio que está no copo. E após sorver o medicamento, comentou:

- Que sono, que sono! Não pensem que me enganarão. Eu vou me vingar assim que estiver melhor!

E rogando aos presentes que orassem em favor do Irmão desencarnado, Tertuliano agradeceu ao Dr. Bezerra de Menezes ao amparo cedido a todos que se encontram internados no Hospital de caridade, existente nas dimensões espirituais do Centro Espirita Amor e Caridade - CEAC, em Palmas.

Lembrou a todos que, na dimensão espiritual, o Hospital é de grandes proporções e assemelha-se àqueles hospitais de campanha da 2ª Guerra mundial, onde os leitos são separados por cortinas. Tudo é de um branco níveo, sendo que, sob as camas do lado esquerdo brilha luz lilás e sob as camas do lado direito luzes de azul celeste.


E finalizou a passividade dizendo: - Ninguém está desamparado. Nossa Mãe Santíssima sempre estende seu manto aos que por ela rogam!


e ainda continua...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Não é drama mexicano...continuação

Após elevarmos nossos pensamentos em prece rogando aos Espíritos Protetores dos trabalhos, harmonia nas vibrações, agradecendo a intervenção do Mestre de Amor e de Nossa Senhora do Carmo, o Irmão Generoso, médium mecânico, disse que estava sentindo muito ódio e sede de vingança, além de muita dor no corpo. 

O Irmão Victorino cumprimentou-o e questionou a sua vinda ao nosso Posto de Atendimento, ao que o irmão padecedor retrucou:

- Sinto-me perdido. Sei da minha realidade atual e sofro muito. Quando na Terra, eu vivia de rolo... gostava de passar os outros para trás.

- Entendo... mas, quem o irmão odeia? Questionou Victorino.

- Eu não odeio esse aí que está me deixando falar... Eu estava na casa atrapalhando sua vida, por que ele insiste em ajudar aquela mulher que eu odeio. Ela vai visitá-lo e ele ora por ela fazendo com que meus planos não deem certo! Que ódio!

O Irmão Victorino aparteou e elucidou:

- Na realidade, ele não atrapalha seus planos. Ele simplesmente cumpre o papel do cristão, que é ajudar o próximo. E agindo assim, ele também o tem ajudado a não se enredar nas teias da vingança e angariar maiores débitos para as suas futuras existências. 

E prosseguiu:

- Pense bem, meu irmão, no quanto você tem sido socorrido por aqueles que te amam!

E o irmão, agora pensativo, falou:

- Eu não tenho caminho. Não sei o que fazer, pois há algum tempo não tenho mais certeza da minha vontade de vingança. Contudo, ao vê-la bem  e feliz, eu me transtorno. E tudo volta à tona!

Victorino interveio:

- Mas, muitos procuram ajudá-lo. É só você rogar a Jesus com sinceridade e não faltará quem segure em sua mão e te direcione para a luz...

- Realmente nos últimos tempos sinto a presença de pessoas e seus pensamentos me pedindo para mudar. Falou o irmão.

Ao que Victorino exclamou:

- Então, meu irmão, isso é um motivo a mais para repensar sua vida. Veja ao seu lado, quantas pessoas estão aqui para recebê-lo! 

 - Nossa! Quanta gente posso ver agora... São pessoas da minha família, que também já morreram. Está vindo ao meu encontro meu Anjo Protetor. Meu Deus, que vergonha! comentou o irmão.

- Não se deixe envolver por esses sentimentos menos dignos, caro Irmão. Ninguém aqui tem motivos para julgá-lo, muito menos seu Protetor, que certamente veio acolhê-lo e encaminhá-lo para a assistência necessária. Aduziu Victorino.

- O Irmão, soluçando disse:

- Eu confio nele. Ele pede que eu tome o remédio e me deite nessa maca à minha frente. Me diz que serei assistido pelos Médicos do Amor, trabalhadores da Legião de Maria e que, conforme me recupere, serei esclarecido sobre as motivações da minha marcha atual.

- Pois então vá, meu Irmão. Antes porém, façamos uma prece em agradecimento a Jesus, que a ninguém desampara.

E numa prece singela, porém repleta de sentimentos, o Irmão Victorino aplicou passes sobre os centros de força coronário e cerebral do médium, auxiliando no desligamento perispiritual de ambos.

Mais uma vez, o Irmão Tertuliano agradeceu a Nossa Senhora do Carmo e aos Irmãos Franciscano, rogando em prece a elevação dos pensamentos dos trabalhadores encarnados na continuidade da reunião...

continuará....

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Não é drama mexicano!

Quando lemos romances ou livros doutrinários espíritas, algumas das histórias revelam-se nos como dramas dignos de novelas, isso sem falar nos nomes dos atores envolvidos. O trabalho na mediunidade nas Casas Espíritas, as narrativas reais dos dramas pessoais, evolvem-se em enredos parecidos com novelas ou filmes de ficção científica.

Como ensinamento a nós, aprendizes da mediunidade, o Irmão Tertuliano pediu que observássemos com mais atenção as passividades dadas pelos nossos irmãos desencarnados naquela noite. Isto feito, tivemos os seguintes testemunhos relatados:

Iniciaremos com o Irmão Flâmine, que iniciou a relação mediúnica dizendo estar com muita dor de cabeça, quando o esclarecedor, o Irmão Sota aparteou:

 - Seja bem vindo ao nosso hospital, caro Irmão! Assim, passou a aplicar passes mediúnicos nos centros de força cerebral e frontal, aliviando as dores do padecedor, que logo falou:

- Ajudem-me por favor. Sou gaúcho da cidade de Tucunduva e estou com muita dor de cabeça. Minhas mãos estão atrofiadas e estou perdido neste local. Não sei onde estou!

- Sim, meu irmão. Prossiga sua narrativa para que possamos melhor encaminhá-lo. Disse o Irmão Sota.

 - Estou procurando minha família, principalmente minhas duas filhas que são pequenas. Mas, não consigo achar o caminho de casa. Eu estava no trator arando quando senti uma terrível dor na cabeça e desde então, não sei o que está acontecendo comigo. Não consigo acordar desse pesadelo.


- Bem, vejamos meu amigo, falou o Irmão Sota. Você está achando estranho esse "pesadelo" do qual não consegue acordar, não é mesmo?

- Sim, sim... preciso sair dessa torpeza! Exclamou o sofredor.

O Irmão Sota, então, começou a revelar:

- Por qual motivo o irmão acredita que suas mãos estão atrofiadas? Não está parecendo que você teve um AVC (acidente vascular cerebral)? E essa dor de cabeça aguda? Não é indício de que isso realmente aconteceu?

- Sim, talvez tenho sido isso mesmo. Mas, se foi isso, por que agora não estou num hospital sendo atendido? E cade meus familiares? Retrucou o irmão desesperado.

Ao que respondeu o Irmão Sota:

- Porque você ainda não percebeu que fez a passagem para o mundo espiritual! Que agora pertence a outra dimensão!

- Você é um louco, retrucou o atendido. Você está querendo dizer que eu morri? Como? Se eu estou bem vivo e conversando com você? Veja, lembro-me até que estamos em janeiro de 2011!

O Irmão Sota, pacientemente prosseguiu:

- Claro que você continua vivo. O que morreu foi seu corpo material, mas seu corpo espiritual prossegue vivo, pois estamos em outubro de 2013... Após o AVC, por não perceber a passagem, você prosseguiu perdido. Agora que foi trazido para nosso hospital será atendido para se recuperar.

- Mas eu já fiquei internado em um hospital, agora me lembro, e lá meus parentes iam me visitar.

Nesse momento o Irmão Sota aparteou e disse:

- Ora, quem disse que você aqui não receberá visitas? Veja essa Senhora que está aqui lhe dando assistência.

Ao que o irmão retrucou:

- Nossa, é minha Madrasta! Então realmente eu morri, por que ela já partiu há muitos anos e agora está aqui, viva! E minhas filhas? O que será delas sem mim para sustentar? Preciso ir ajudá-las, mas como, como?

- Acalme-se irmão, acalme-se. Primeiro você precisará cuidar de si mesmo. Ficará em tratamento em nosso hospital para se fortalecer e tomar conhecimento das novas realidades. Quando for o momento correto será permitida sua visita aos seus que ficaram na Terra. Elucidou o Irmão Sota e finalizou:

- Confie em Deus! Ele é amor e a todos sustenta. Agora tome esse lenitivo que está sendo oferecido pelos assistentes e durma tranquilo, pois a Espiritualidade de Amor vela por você.

E assim, o Irmão foi "desligado" do médium. Já fora da concentração, o Irmão Flâmine confirmou todo o encaminhamento dado pela intuição do esclarecedor.

Com isso, notamos que os enredos das nossas vidas prosseguem no mundo espiritual...

continuará...



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Me digas com quem andas...

Lembrava-nos o Irmão Tertuliano que nosso grupo Irmãos Fraternos é de estudos e prática da mediunidade, e que por isso, as lições nos dadas por André Luiz em Missionários da Luz, da lavra de Chico Xavier são de extrema importância no desempenho de nossas tarefas, não somente na hora da reunião, mas no dia-a-dia, pois não pode existir Espírita somente de segunda-feira.

Isto posto, relevou o caso apresentado por André Luiz no Capítulo 11, intitulado Intercessão, do livro em questão, quando o repórter do além fica pasmo e comenta:

- "Ó meu Deus! - exclamei, aturdido, dirigindo-me ao instrutor - será crível? Desencarnados à mesa?"

Reforçou-nos, nesse momento, a importância da vivência diária dos preceitos de Jesus. Enfatizou em nós, a necessidade de sermos Espíritas em tempo integral e não somente algumas horas na Casa Espírita ou mesmo, alguns minutos antes e depois de acordarmos, durante a prece diária. 

Recordou que a nossa conduta é fator essencial na escolha das companhias que desejamos ao nosso lado, em nosso trabalho, nas resoluções diárias e em nossos lares. Asseverou que a companhia de irmãos menos esclarecidos é mais comum do que imaginamos e citou parágrafo do livro Nas Brumas da Mente, ditado por François Rabelais e psicografado por Rafael de Figueiredo, que no capítulo 13 - Indigentes do Espírito, que revela:

- "Este envoltório energético (o duplo etérico*) é dirigido em sua formação pelo comando mental do espírito, que dirige instintivamente as atividades celulares. A falta de equilíbrio apropriado por parte da conduta mental dos encarnados os impossibilita de impor maior restrição às companhias que os circundam, permitindo a vinculação com entidades espirituais que atuam como verdadeiros parasitas."

E, finalizando o colóquio, advertiu-nos sobre quem queremos ao nosso lado diariamente? E lembrou-nos da célebre frase da nossa querida Mãe Velha:

- Pensamento reto, meu filho! Pensamento reto!


* Duplo etérico - é o reservatório de vitalidade durante a vida física na reposição de energias gastas ou perdidas e parece-se como uma duplicação do corpo físico. Participa na animalização da matéria, na mediunidade de efeitos físicos e em curas espirituais.É através dos seus recursos vitais que os centros de força (chacras) sustentam o corpo material. 


  












domingo, 22 de setembro de 2013

Segura daí que eu seguro daqui!!!

- Muito do que absorvemos com o aprendizado da mediunidade orientada por Kardec, municiada pela literatura completiva de André Luis, Manoel Philomeno de Miranda e do recém desencarnado Hermínio C. Miranda, sem nos olvidarmos de tantos outros como os Drs. Inácio Ferreira e Odilon Fernandes, demonstra-se invariavelmente na prática mediúnica. Iniciava assim, o Irmão Tertuliano seu diálogo com nós outros.

E continuou:

- Há um trabalho extremamente elucidativo da União Espírita Mineira, denominado Médium de Sustentação, o qual visa o exercício da mediunidade com Jesus, e pode ser acessado no link http://uemmg.org.br/arquivos/Medium_de_Sustentacao.pdf.

Isto feito, ao final das reuniões buscamos as impressões desses médiuns sobre os trabalhos realizados. Notamos que a grande maioria declina que ficou em prece ou dormiu. Alguns chegavam a questionar a real necessidade de sua presença durante os trabalhos.

Lembrou-nos o Irmão Tertuliano que devemos entender a importância da influência do meio ambiente nas comunicações dos desencarnados, pois no Livro dos Médiuns em Da influência moral do médium, Kardec afirma que "os Espíritos Superiores não vão às reuniões onde sabem que a presença deles é inútil". E buscou em Diálogo com as Sombras, de Hermínio C. Miranda, os seguintes questionamentos sobre os médiuns sustentadores:

- "Estão interessados num trabalho sério, cansativo, contínuo e disciplinado? Acham-se apenas impulsionados pela curiosidade passageira? ... Estão dispostos a concentrar-se com uma tarefa aparentemente inútil e apagada? Por outro lado, o companheiro, sem mediunidade ostensiva, pode deixar-se envolver pela frustração, se não tem condições de receber Espíritos, escrever páginas psicográficas, ver ou ouvir os companheiros desencarnados."

e:

- "Serão, então, dispensáveis os componentes do grupo que não ofereçam condições mediúnicas? Não... pois contribuem para a concentração das mentes no clima de segurança e de harmonia, e prestam serviços relevantes de apoio. Ainda que inconscientemente, têm papel importante no grupo, fornecendo recursos vibratórios de alto valor".

Ao findar essas explicações, Tertuliano lembrou-nos algumas situações em que as reuniões ficam como que fragilizadas quando o quantitativo de sustentadores é diminuto. Asseverou que, alguns irmãos menos esclarecido aproveitam dessas faltas para induzir a desordem nos trabalhos, fatos esses, permitidos pelos nossos Maiores a título de aprendizado para o grupo.

E, para encerrar o colóquio, nos disse:

- Afinal, todos os homens são médiuns, todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo, conforme nos disse o Espírito Channing e está colocado por Kardec no capítulo XXXI do Livros dos Médiuns. Saibamos então, aproveitar essa oportunidade que nos foi dada por Deus.

Dedicada a Yeda Cunha, Dona Yedinha para nós,
que tanta falta faz ao Grupo Irmãos Fraternos. 
Abraços fraticelos.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

O que fizemos com o simples?

Enganam-se aqueles que acreditam que nas reuniões mediúnicas as comunicações trazem ensinamentos somente para os desencarnados. Certamente, as lições trazidas pelos testemunhos de vida são fonte inesgotável de aprendizado para os membros encarnados dos grupos mediúnicos.

Em reunião recente, a irmã Eulália deu passividade a irmão extremamente pensativo e melancólico, que a cada frase dita parava como se pensasse na gravidade dos seus atos. Não os atos cometidos, mas aqueles os quais se olvidou durante a existência carnal. Nosso irmão Tertuliano, inicia assim o diálogo:

- Seja bem vindo a nossa casa irmão!

Ao que o irmão desencarnado respondeu:

- Sei que estou desencarnado, pois fui acometido de um ataque do coração. Passo por tratamento graças à bondade de Deus e vim dar meu testemunho como lição de vida para vocês.

Retrucou o irmão Tertuliano:

- Entendo! O que o irmão tem para nos ensinar?

- Hoje que posso rever meu passado de encarnado - falou o irmão - sinto-me extremamente arrependido pelas pequenas coisas que não fiz. Não falo dos grandes empreendimentos, pois enquanto me preocupava em angariar valores, esqueci-me das coisas simples da vida.

E continuou:

- Sinto falta de não me ter permitido dar banho no cachorro na varanda da minha casa. De não ter tirado minha esposa da cozinha nos finais de semana. O que custava irmos a um restaurante almoçar? E o que dizer do distanciamento quase abismal o qual construí com meus filhos? E o meu irmão? Órfão em tenra idade, sendo eu, o irmão mais velho e em nada lhe orientei? Como meu arrependo disso tudo meu irmão.

- Porém, interveio Tertuliano, Jesus está sempre no comando de tudo, e essa oportunidade do tratamento e de vir ter conosco para revelar seus sentimentos é a mais pura prova do seu amor para conosco. Tudo é aprendizado, meu irmão. Nada que fazemos ou deixamos de fazer é sem propósito. O seu testemunho nesta noite é lição caridosa a abrir nossos pensamentos na reflexão de qual futuro desejamos para nós, os encarnados.

O irmão então prosseguiu:

- Sinto-me mais aliviado neste momento e certamente confortado pelos sentimentos benevolentes do recinto. 

De súbito falou-lhe o irmão Tertuliano:

- Eu poderia lhe dar um abraço fraterno, meu amigo?

Ao que o irmão respondeu:

- Você vai abraçar a mim ou a médium?

Tertuliano ponderou:

- Pelas circunstâncias, fisicamente a médium, pelo pensamento, espiritualmente você. 

E assim o fez. O irmão, emocionado, agradeceu o atendimento e retirou-se mais conformado.

Em clima de fraternidade agradecemos todos aos Irmãos Franciscanos e numa prece elevada a Nossa Mãe Santíssima rogamos entendimento para os aprendizados da noite.





sábado, 3 de agosto de 2013

Acabou a moleza...

Caros Irmãos,

a mensagem que postamos abaixo nos foi revelada em março de 2011 e ainda prossegue atual para nossos sentimentos com relação ao trabalho na Seara do Cristo.

Desse modo, dedico a todos vocês do Grupo Irmãos Fraternos ansiosos para reiniciarmos nossas atividades no CEAC.

Leiam e reflitam sobre o amor que Jesus nos dedica incessantemente e o quanto somos privilegiados por isso. 


Queridos irmãos,
Que a paz do nosso Mestre Jesus esteja com todos.

Confiem no Mestre que ouve e vê
todas as vossas angústias.
Nós estaremos sempre com vós
Porque onde existir um ou mais
reunidos no bem e o bem é Jesus
aqui estaremos.

Não tenham medo e nem receio,
Acreditem em vós mesmo.
Todos nós somos um pedacinho do Pai.
Luz e muita luz, muito amor e paciência também.
Mas devemos advertir os queridos irmãos
com todas as contradições de pensamentos de vós mesmos.

As Leis do Criador são perfeitas.
Mas não se furtem de questionar,
não esquecendo do bom senso, do equilíbrio.
A verdade absoluta só Deus a tem e assim será.

Amigos e irmãos,
Continuemos no bem, no trabalho,
ajudem-se mutuamente.
Se amem, se doem.
Jesus, o Mestre de todos,
O médico das almas nos envia
para que todos possamos continuar
perseverando na obra.

Me sinto por demais comovida,
diante de tanto amor
que Deus e Jesus dispensam a todos.
Abracem essa causa.
É a nossa é de Jesus, é a de todos nós.

Gostaria de falar aos irmãos
quão grande é esse trabalho,
Mas não se esqueçam da humildade e da bondade.
Continuemos juntos, eis o crivo da verdade
que é o Mestre Jesus e sempre será.

                                                                                                                                                                  Uma Amiga espiritual

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Todo trabalho ainda é pouco...

Por vezes, quando um de nossos confrades não pode comparecer à reunião e posteriormente questiona como foi, costumamos dizer em forma de chiste:

- Ah! Você não veio, então foi tranquilo...

Mesmo em tom de brincadeira imputamos ao colega a responsabilidade por passividades que demandam mais doação e trabalho por parte dos médiuns de sustentação, doutrinadores e demais médiuns. Facécias à parte, todos compreendemos que nossos Mentores nos dão a dose certa que temos condições de ajudar, dentro da programação ajustada para o dia.

Prova disso, foram as passividades ocorridas na última reunião, com a ausência de alguns irmãos impossibilitados de comparecer. 

A irmã Amélia deu passividade a um irmão que não sabia estar desencarnado e sentia muita dor no pescoço. Foi esclarecido sobre o ocorrido pelo irmão Paulo e ficou mais tranquilo, sendo socorrido ao Pronto Socorro. Depois, outro irmão se comunicou dizendo estar com muito frio. Após as providências para ser aquecido, disse haver desencarnado no Rio Grande do Sul e que era mendigo morador de rua. Foi esclarecido e, no início estava apreensivo para onde iria, porém, foi socorrido.

A irmã Eulália sentiu ao seu lado a presença de uma irmã esquelética com um irmãozinho agarrado às suas costas e sugando-lhe as energias. Enquanto o irmão Tertuliano fazia uma prece tentaram separá-los, sem sucesso pois, a simbiose era grande e ambos encontravam-se dementados. Posteriormente, deu passividade a irmão ignorante, que acompanha jovem assistido do Centro Espírita. Refratário às palavras do irmão Tertuliano e demonstrando simbiose com o obsidiado ficou no Pronto Socorro para melhor atendimento. Por fim, irmão amoroso rogou que os médiuns melhorassem o comportamento no dia-a-dia, assim como o fazem quando estão no Centro Espírita e lembrou que cada um recebe conforme seu merecimento.

A irmã Natalina oportunizou a um irmão relatar que a energia do local era tão boa que ele queria ficar ali quietinho e que não queria ser levado ao hospital para não perder aquela energia aliviadora. Posteriormente, deu passividade a irmã que não sabia estar desencarnada e que se dizia prática e queria saber o que estava acontecendo. O esclarecedor, irmão Vitorino mostrou-lhe a tela mental onde pode perceber um acidente e negou seu desencarne. Disse que queria voltar para sua casa onde sempre esteve com os seus. Questionou onde eles estavam e por que não a ouviam quando ela falava. Com tato, paciência e amor, Vitorino lhe esclareceu a situação. Mais calma, foi para o tratamento no Pronto Socorro.

Por fim, o irmão Generoso, médium portador de mediunidade mecânica, sentiu seu corpo queimar e logo um irmão contou que havia desencarnado em incêndio ocorrido numa favela do Rio de Janeiro. Foi-lhe aplicada certa pasta branca que aliviou as queimaduras e depois levado na maca para o Hospital, a fim de ser internado. Logo após, irmão com dor no estômago e com a barriga empedrada reclamava também de dor no braço direito. Após passe sentiu o corpo dormente e aliviadas as dores. Foi para o tratamento.

Como podemos perceber, o Pai coloca as possibilidades para nosso crescimento e Jesus nos ampara a sermos cristãos. E todo trabalho ainda é pouco, visto a quantidade de deserdados que são amparados por Nossa Mãe Santíssima e seus trabalhadores, além de todos os esforços dos Franciscanos em estender a luz do Mestre a todos os cantos.

Aos irmãos Fausto e Adria.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

E aos poucos a gente vai se mancando...

Lembrava-me o Irmão Tertuliano da vida hodierna com suas dificuldades e a ausência de tempo, em virtude das questões econômico-sociais tão presentes cotidianamente. Os compromissos trabalhistas na busca dos recursos garantidores da sobrevivência, para alguns e de excessos para outros, tem nos alijado das preocupações com a nossa vida paralela: as necessidades do Espírito.

Quantos de nós, nesta existência, nos abandonamos das relações com Deus e do conhecimento de que somos Espíritos imortais em busca de crescimento moral em favor de nossa evolução? Para ilustrar esse colóquio, contou-me sobre determinada passividade ocorrida em nossa reunião mediúnica.

A passividade inicia-se com o irmão desencarnado falando ao Irmão Tertuliano:

- Diga ao Senhor Ernesto que me perdoe. Sinto-me muito envergonhado.

-  Será dito. Porém, é certo que ele já o perdoou Irmão, qualquer que tenha sido sua falta. Elucidou Tertuliano.

E prosseguiu o Irmão:

- Diga a ele que sou eu, o Manoel, que me arrependo muito de haver queimado os livros kardecistas que ele me dava. Por achar aquilo tudo besteira. Como estou arrependido. Agora entendo realmente que preciso estudar e não sei quando terei nova oportunidade.

Tertuliano aparteou:

- O Pai sempre renova nossas esperanças futuras. O que parece o fim é o começo da vida verdadeira!

- Sim, realmente! Exclamou Manoel. Diga a ele que minha esposa, a Rita, mesmo desencarnada ainda está presa à Fazenda lá no interior de Goiás, e que se for possível, rogo irem ajudar e resgata-la também...

- Façamos uma prece. Disse Tertuliano, e orarmos agradecendo e rogando a Jesus ajuda a pobre irmã. Nesse comenos, o irmão Manoel, em prantos, agradeceu seu resgate e mais calmo retirou-se para o sono reparador, a fim de iniciar sua nova caminhada.

Percebe irmão? Disse a mim Tertuliano. A Espiritualidade coloca em nossos caminhos as ferramentas do conhecimento, porém, nosso orgulho não nos permite perceber a oportunidade e enveredamos por caminhos outros que nos custarão mais tempo e arrependimentos futuros.

Concordei mentalmente e voltei meu olhos para o Livro dos Espíritos, abrindo na questão número um, meu pensamento, como que ouvindo a mim mesmo disse:

- Jesus trouxe a Lei do Amor e Kardec os decretos para entendê-la!





domingo, 30 de junho de 2013

Encontro de Almas

Essa é uma psicografia nos dada na reunião do Grupo Irmãos Fraternos. Como sabemos, as palavras de amor são endereçadas àqueles cujos corações pulsam pela luz eterna do Mestre.

Então, a quem possa interessar:

Encontro de Almas

Quando o Sol nasceu,
Foi os meus olhos que se abriram.
E a luz dos teus olhos,
iluminaram a minha alma.

O Sol que brilha,
é a luz dos olhos teus...
Vem a saudade e o frio do meu peito,
amargura da minha alma,
no deleite daquela noite...

Vem mais uma vez,
sente meu calor,
Meu peito que te espera,
na imensidão do espaço
que nos separa apenas um dia,
uma noite, um século.
O Sol ainda brilha para nós dois...

Autor desconhecido.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

É uma horinha só...

Ás vezes ficamos tão ocupados na vida que nem lembramos de tirar uma horinha por semana para doar um pouquinho de amor a essas belezuras.


Se num sábado desses, você estiver entediado, sonolento e perspectiva para o seu dia, tome uma hora de CEAC. Seu males podem não desaparecer, mas que você se sentirá mais aliviado, isso com certeza você se sentirá.


E de sobra, você ainda ouvirá falar do Evangelho de Jesus e cultivará o maior ensinamento da Doutrina Espírita:

Sem caridade não há salvação!

domingo, 16 de junho de 2013

Reflita racionalmente e evite erros...

Hoje é farta a literatura sobre espiritualismo e Espiritismo, isso sem falar em filmes, novelas e programas de entrevistas na TV. Contudo, mesmo as assertivas de irmãos com conhecimento sobre a Doutrina Espírita, no calor de trazer conhecimento deixam de refletir sobre suas colocações.

Dia desses comentava conosco o Irmão Tertuliano sobre determinado parágrafo de um livro emprestado por uma irmão do Grupo Irmãos Fraternos, o qual relata o trabalho de abnegados irmãos do bem, entre os quais haviam estudantes que ao visitarem determinada reunião mediúnica, questionaram seu instrutor:

- "...existem companheiros espíritas que temem essa relação ativa com os desencarnados; imaginam limitar o intercâmbio ao grupo espírita, sendo contrários a qualquer menção de manifestação espírita fora desses locais específicos."

Ao que o instrutor respondeu:

- "Tememos o que desconhecemos. A frequência de desencarnados junto ao nosso cotidiano, ... é intensa. Quando abrimos o coração para a mensagem de amor ao próximo, naturalmente selecionamos os convivas que conosco interagem no cotidiano... Por isso, ao invés de temermos o contato com os espíritos, devemos estimular o acesso de amigos desencarnados bem intencionados, que nos auxiliarão em nossas fraquezas."


- Excelente colocação, falou o Irmão Tertuliano. Entretanto, carece de maior reflexão para que não divaguemos e caminhemos por caminhos errados. Vejamos o que nos diz Avildo Fioravanti, Presidente da Federação Espírita do Estado de São Paulo (www.feesp.com.br) no sítio do IPPB (www.ippb.org.br):

- "Primeiramente, um médium nunca deve permitir que os espíritos se comuniquem fora do ambiente apropriado, ou seja, a Casa Espírita. Isso porque o médium pode se fragilizar diante do espírito e, na casa espírita, onde todo o ambiente é preparado para o trabalho de comunicação, ele estará seguro." 



E continua:


- ... "muitos médiuns começam a receber espíritos dentro de seus lares... Aí, o que ocorre é que os espíritos que se afinam com esse tipo de atividade vêm e, com certeza, não são espíritos superiores... e acabam influenciando mal as pessoas. Há casos em que esses espíritos se sentem tão bem naquele ambiente que, quando a reunião termina, eles não vão embora; permanecem na casa, ficando ao lado do médium, acarretando sensações de muito mal-estar". 


Assim, concluiu o Irmão Tertuliano - o irmão da citada obra deixa claro que o assédio dos desencarnados é mais presente do que podemos imaginar e que não devemos temer o contato com os irmãos desencarnados bem intencionados. Porém, caro Irmão, pela nossa falta de preparo e atual estágio de evolutivo fiquemos com o que nos ensinou Allan Kardec: 

- "Devemos esperar que as utopias se tornem realidades, para depois as aceitarmos!"

A nossa Irmã Adria.  

sábado, 1 de junho de 2013

A pior mentira: mentir para si mesmo

Quando estudamos as propriedades do perispírito, me fascina aquela que o corpo espiritual possui de se plasmar tomando a feição que lhe aprouver. É encantador saber que ao desencarnar há a possibilidade de livrar-se da barriguinha, dos pneuzinhos e demais gorduras localizadas unicamente pela força do pensamento.

Contudo, não é sem merecimento ou "sofrimento" que tal mudança nos é permitida. Exemplificando o assunto, lembro-me de determinada passividade ocorrida em nossa reunião pela psicofonia da Irmã Eulália, na qual o Irmão Tertuliano entabulou o seguinte diálogo com uma irmã desarvorada.

- Ha ha ha ha! Cheguei. Quem me tirou do meu trabalho e me trouxe aqui? Gargalhava e exclamava a irmã desencarnada.

- Ninguém a tirou dos seus afazeres. Se vieste à nossa humilde casa é porque Jesus, em seu amor fraternal atende aos apelos daqueles por ti velam. Afirmou Tertuliano.

- Ha ha ha ha! A Pomba-Gira do Amor não precisa que cuidem dela. Sou linda e amada pelos homens, e de nada preciso. 

- Lembre-se irmã, o nosso livre-arbítrio se relaciona diretamente com a nossa evolução moral. Nesse sentido ele é diretamente proporcional, não sendo contudo, absoluto. Quando o Pai interfere é porque em Sua onisciência sabe das nossas mais íntimas necessidades.

E prosseguiu...

- Não é sem motivação que a irmã veio ter conosco. Certamente surge no íntimo dos seus sentimentos a necessidade de mudança...

- Ha ha ha ha... Você é um louco. Eu, a Pomba-gira do Amor querendo mudar... Ha ha ha ha! Nunca meu querido, nunca. Veja meu longos cabelos escuros, minha pele alva e meus irresistíveis olhos negros. Quem resiste? Lá no meu terreiro sou eu quem manda e faço os trabalhos para os quais sou bem paga. 

E ainda sorrindo confessou:

- Adoro a companhia de uma mulher casada. É ótimo influenciar essas coitadinhas a traírem seus maridos. Ha ha ha ha ...

- Além de não ser um louco, a única certeza que tenho, minha irmã - aparteou Tertuliano - é que ninguém aporta aqui sem que esteja em sofrimento, excetuando-se os nossos Maiores, que aqui estão para nos socorrer. Assim, você plasma essa fisionomia às custas de muito sofrimento e escravidão junto àqueles que a subjugam. Olhe-se intimamente e veja o que realmente você é. 

- Não! Não! Não sou isso que você está me mostrando. Deixem-me ir, pois do contrário esse "cavalo" ficará com minhas energias. Lembre-se que estou cheia de álcool e tabaco e se não me liberarem agora deixarei todas essas energias no corpo dela... Ha ha ha ha.

Nesse momento, por ser médium semi-consciente, a Irmã Eulália externou a Tertuliano que a desencarnada exalava odores fétidos vindo de suas parte genitais e que quando chamada a ver-se o que realmente era, mostrou-se uma figura de aspecto asqueroso, repugnante e maltrapilha, ao que Tertuliano falou:

- Você ouviu o que a Irmã falou. É isso que você deseja para sua caminhada: embuste, sordidez e maldades? É hora de repensar seus caminhos, minha irmã e vir para o tratamento físico em seu corpo perispiritual e o entendimento moral dos exemplos do Cristo.

Ao sentir-se constrangida pelas verdades que vieram à tona desesperou-se. Buscava e chamava seus pares para socorrê-la e libertá-la daquele lugar. Negava veementemente ser "aquilo" que lhe fora mostrado na tela mental e num processo de auto-magnetização através do pensamento repetido (obsessão) plasmou-se a Pomba-gira do Amor.

Com palavras de súplica, Tertuliano exortou a Espiritualidade Franciscana para que amparasse aquela irmã presa nas teias da ignorância e das sensações, rogando que lhe fossem aplicadas energias que permitissem o desligamento fluídico, perispírito-perispírito, para que a infeliz pudesse ir.

Questionei por que foi permitido que ela voltasse ao seu antro e prosseguisse na sandice. 

Tertuliano amorosamente aduziu:

- O propósito do Mestre Jesus para com ela, nessa noite, foi realizado. O choque anímico e o diálogo fraterno farão com que ela, ao menos, repense sua situação, visto que, a paz e o amor experimentados nessa noite ficarão marcados em seu pensamento fazendo com que reflita se ainda vale a pena o seu caminho tortuoso.

Pensei com meus botões: 

- Hum... É assim que funciona!!!

domingo, 19 de maio de 2013

Nem adianta bater uma asa e se abanar com a outra!

É interessante o quanto ainda encontramos irmãos dentro das hostes espíritas afeitos unicamente aos fenômenos mediúnicos sem a mínima preocupação do estudo da Doutrina e de temas que a ciência atual, em suas descobertas buscar comprovar o que o Espiritismo teorizava há 2 séculos atrás. 

O Irmão Tertuliano solicito recorreu certo dia, em nossa reunião mediúnica, à obra do Dr. Odilon Fernandes, como sempre lúcido e transparente, denominada Mediunidade e Animismo, a qual na questão 3, o médium Carlos A. Baccelli o questiona dos motivos do médium dever estudar. 

Dr. Odilon respondeu:

- "Para ser um coadjuvante à altura ou mesmo para suprir possíveis deficiências do espírito comunicante. Se não fosse para contar com o concurso responsável dos médiuns, o Mundo Espiritual teria preferido continuar se manifestando através das mesas girantes... À semelhança do leito de um rio, todo médium, direta ou indiretamente, influencia na "corrente de pensamentos" que, da mente do espírito, flui para sua mente."
Mais uma vez, o Irmão Tertuliano nos aparteou lembrando da necessidade do estudo para podermos ser os instrumentos da Espiritualidade Superior na transmissão de seus pensamentos e questionou:

- Como poderão nossos mentores nos falarem das ciências físicas e morais, se não nos preocuparmos em estudar a interdisciplinariedade dos assuntos evidenciados nesses tempos? Como falar em física quântica de modo dinâmico para um médium não afeito ao conhecimento, sendo essa tarefa dificultada pelo fato de se ditar os postulados palavra a palavra e não ideia a ideia?

Deu um tempo para que pudéssemos perceber a gravidade da lição e explicou:

- Se não estivermos preparados para os conhecimentos mínimos de como se processa a relação mediúnica através da ligação perispiritual e das trocas fluídicas existentes nesse contato, como poderemos oferecer canal seguro na transmissão dos pensamentos e conceitos maiores Deles advindos?

E alertou:

- Não meus irmãos! Médium que não gosta de estudar está bem perto da fascinação!

Finalizando, ilustrou:

- Assim como o homem necessita do equilíbrio das duas asas, moral e intelectual, para alçar voos em rumo à Espiritualidade Superior, precisa também equilibra-las na mediunidade, sem contudo nos esquecermos do amor. Lembro ainda recado do Dr. Odilon no livro que há pouco citei:

- "Para a Espiritualidade Superior, o que faz a diferença entre um médium e outro é o que traz no coração".

- Com isso tento dizer que, a moral vem impregnada pelo amor, visto que ela remete aos exemplos do Mestre Jesus e o conhecimento se reveste do fato do médium oferecer ao Espírito o material necessário para sua manifestação. Porém, o melhor médium sempre será aquele que está realmente disposto a servir 


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quer ajuda? Levanta dessa rede!

O trabalho na seara do Senhor é deveras gratificante. Mesmo em condição de simples colaborador buscando pelo menos não atrapalhar os balsamizantes socorros dos nossos Maiores é enorme a alegria de sermos úteis e termos no estudo da Doutrina Espírita, o conhecimento necessário para desempenhar a tarefa de dialogadores.

Contudo, na dinâmica do Universo "o novo sempre vem" e situações inusitadas são uma constante nas reuniões mediúnicas quando do diálogo fraterno com os menos esclarecidos. Refiro-me a esse assunto porque em reunião no Centro Espírita Amor e Caridade tivemos a oportunidade de tabularmos com determinado irmão a seguinte situação:

Eulália, médium semiconsciente, caracterizada por sujeitar-se, espontaneamente, à influência do Espírito comunicante, mas o controlar podendo reagir a qualquer momento a essa influência, pela própria vontade, deu passividade a um irmão que mostrando irritação falou:

- Nossa!!! que dor no ombro. Não estou aguentando mais.

Ao passo que aduzi:

- Um pouco de calma meu irmão. Aqui é um hospital e poderemos ajudá-lo. Conte-nos o que houve para podermos socorre-lo.

Isto posto, sua irritação aumentou e quase irado prosseguiu:

- Calma o que? Que calma! Não estou falando que está doendo demais...Não estou mais aguentando. E repetia enquanto movimentava o ombro da médium - Nossa como dói! Que dor insuportável!

- Só um momento, meu Irmão. Aparteei.

Roguei aos médiuns sustentadores para que elevássemos os pensamentos aos médicos e enfermeiros da equipe espiritual rogando auxílio pelos fluidos aliviadores do sofrimento do irmão, para que pudéssemos dar seguimento ao tratamento e prossegui:

- Veja irmão, as dores estão passando!

- Passando o que? Replicou ele esbravejando. Essa tua conversa num tá adiantando nada. Tá doendo e vocês não ajudam. E irritadiço interrompeu abruptamente a ligação fluídica com a médium.

Ao final da reunião questionei o Irmão Tertuliano sobre o acontecido, visto ter usado os mesmos recursos de magnetização que tanto efeito produz nos outros irmãos e que, naquele especificamente, em nada ajudara.

Tertuliano evocou o livro Nas Brumas da Mente de Rafael Figueiredo, onde certo irmão desencarnado pelo suicídio, mesmo após longo tempo e ter sido socorrido, insistia mentalmente em não existir. Ao se encaminhado à reunião mediúnica e receber o choque anímico (quando os fluídos nervosos do médium propiciam despertamento das faculdades adormecidas) e conhecer sua real situação, o mesmo intimamente, seguia com a vontade firme de não existir, e assim explicou-nos:

- Em alguns casos, os desencarnados sabem da sua real situação, mas pelo fato de ter o perispírito danificado e o desejo de não querer melhorar impedem a possibilidade de serem tratados. 

E finalizou:

- Ligado no automatismo corporal devido a indução mental, sofre nosso irmão a dor incessante na qual se fixou. Assim, mesmo que queiramos aliviar suas dores ficamos limitados devido ao estado do espirito que estamos tratando. Por isso, ele só sentia dor e não ouvia os apelos da ajuda.

Refleti então que tal ensinamento serve para nós encarnados: até para sermos ajudados precisamos querer!

domingo, 21 de abril de 2013

Trabalhadores da primeira e da última hora...

É certo que a união faz a força, mas esse ditado popular está provado na demonstração dada pelos nossos irmãos voluntários que, no último sábado, arregaçaram as mangas e, das 07h da manhã até às 07h da noite montaram 235 deliciosas lasanhas.

  Linha de montagem


Ao som de músicas espíritas e do velho e bom rock anos 80, debruçaram-se sobre as 3 mesas montadas com afinco pelo Seu Zé, nosso faz tudo, doando trabalho e amor para a realização desse trabalho.

Linha de montagem

Mesmo sob um calor de 40 graus, o pessoal da cozinha deu show a parte... Além dos molhos e recheios das lasanhas prepararam suculento almoço para os voluntários.
Pessoal da cozinha

Assim, o CEAC agradece a todos os que adquiriam as lasanhas por oportunizarem, além do custeio das necessidades do Centro, a grande chance de passarmos excelentes, proveitosas e maravilhosas 12 horas juntos em nome do Mestre Jesus.
Pessoal da cozinha

Nos falou Emmanuel em Caminho, Verdade e Vida com o título Trabalho:

"Em todos os recantos observamos criaturas queixosas e insatisfeitas... Quando te sentires cansado lembra-te de que Jesus está trabalhando. Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?"

Obrigado a todos e que o amor do Mestre continue nos iluminando.