Em belíssimo texto de Cristiane Bicca, O Perdão, ela nos coloca com exclamação a frase título deste texto, contudo a transformamos em interrogação para insuflarmos a reflexão. Nos diz ainda a autora que:
- Nos aceitando e aos nossos irmãos como eles são, nossos relacionamentos
ficarão melhores. Sabem porquê? Porque não haverá tanta cobrança, tanta
expectativa.
Cada qual de nós carrega como bagagem das diversas vidas pretéritas as nossas tendências boas ou más, não significando que possamos moldá-las em nosso caminho evolutivo para o Pai.
Entretanto, quando reencarnados e pela benção do véu do esquecimento nos acreditamos no direito de sermos como somos e que o mundo, e todo mundo, deve girar em torno das nossas vontades e satisfações.
É evidente que a frase de Cristiane Bicca não precisa de contestação, visto que devemos aceitar as pessoas com seus defeitos e qualidades, sem tentar moldá-las às nossas preferências. Contudo, nós pessoas não podemos nos aceitar simplesmente e escondermos nossas dificuldades no processo evolutivo embaixo do tapete.
Entender que não somos perfeitos é uma coisa e que somos perfectíveis é outra. Jogar no próximo a responsabilidade de nos aceitar e continuarmos o "status quo" da nossa ignorância é sinal de estagnação perante a pujança da vida nos dada por Deus.
Exemplo disso é o que nos segredava o Irmão Tertuliano sobre determinada passividade acontecida em nosso grupo mediúnico, onde uma irmã desarvorada confidenciou:
- Gratos meus irmãos por mais essa oportunidade d'eu me comunicar. Não é a primeira vez que aqui venho e gostaria de dar meu testemunho. Quando encarnada abusei do amor de meu pai e fiz muito mal a ele. Tanto financeiro quanto sentimental, sendo que isso findou em sua desencarnação. Contudo, ele sempre me aceitou e entendia que eu era um espírito em evolução.
Ao que aparteou o Irmão Tertuliano: Sim, minha irmãzinha, prossiga!
- Enquanto encarnados não percebia a sua orientação e seu amor. Não me dispus em momento algum engendrar minha evolução. Porém, o amor de meu pai, desencarnado, prosseguia me iluminando. Quando por fim, me encontrei no mundo real, cá estava ele para me amparar, num abraço socorrista. E por aceitar-me como sou não precisou me perdoar, pois jamais sentiu-se ofendido.
E findou:
- Aqui tudo é novidade! Muita coisa preciso aprender, porém, a maior lição é que não podemos ficar estagnados imputando nossa responsabilidade pela vida aos outros. O amor do próximo é balsamo edificante em nossa evolução, contudo o compromisso da mudança íntima é nosso. Obrigada.
Vê? Sem aceitação não há perdão e sem mudança não há evolução.
Ao que aparteou o Irmão Tertuliano: Sim, minha irmãzinha, prossiga!
- Enquanto encarnados não percebia a sua orientação e seu amor. Não me dispus em momento algum engendrar minha evolução. Porém, o amor de meu pai, desencarnado, prosseguia me iluminando. Quando por fim, me encontrei no mundo real, cá estava ele para me amparar, num abraço socorrista. E por aceitar-me como sou não precisou me perdoar, pois jamais sentiu-se ofendido.
E findou:
- Aqui tudo é novidade! Muita coisa preciso aprender, porém, a maior lição é que não podemos ficar estagnados imputando nossa responsabilidade pela vida aos outros. O amor do próximo é balsamo edificante em nossa evolução, contudo o compromisso da mudança íntima é nosso. Obrigada.
Vê? Sem aceitação não há perdão e sem mudança não há evolução.
Que nossa Mãe Santíssima nos cubra com seu manto!