É muito comum na literatura espírita lermos sobre a necessidade da elevação moral quando nos trabalhos de mediunidade. Que os médiuns moralmente elevados são secundados pelos Espíritos Superiores.
A assertiva acima está correta, porém, carece de maiores explicações para não induzir alguns médiuns ao erro. Para tanto, quando questionado sobre o assunto, o Irmão Tertuliano elucidou nosso grupo solicitando que a Irmã Eulália contasse a sua saga.
- Quando terminei o curso de estudo da mediunidade fui convidada a participar de um grupo de estudo e prática. Disse Eulália e prosseguiu:
- Estranhava a minha participação, pois que sempre busquei a mudança íntima, o estudo e dedicava-me aos serviços dos mais carentes em meados dos anos 90. Contudo, só dava passividade a entidades em extremo sofrimento, outras vingadoras e por vezes, chefes umbralinos.
Respirou e prosseguiu:
- Por outro lado, meus irmãos de lida psicografavam lindas mensagens e suas psicofonias eram geralmente de mentores dos trabalhos.
- Passei então a acreditar-me indigna do trabalho. Pois, como já havia lido sobre a relação da moral com os Espíritos Superiores, além dos reforços que alguns irmãos faziam questão de me lembrar, tinha vergonha das passividades das quais era intermediária.
- O meses e anos se passaram e carregava comigo a culpa pela minha hediondez e por não evoluir em minha moral.
- Porém, como o estudo a todos traz o progresso intelectual e moral, ao estudarmos o Evangelho Segundo Espiritismo chegamos ao Capítulo XXIV e para minha surpresa lá estava bem claro o que se passava com minha pessoa:
- "A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espíritos superiores. É apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos, em geral. O bom médium, pois, não é aquele que comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem assistência. Unicamente neste sentido é que a excelência das qualidades morais se torna onipotente sobre a mediunidade".
E após ler esse trecho do E.S.E. finalizou:
- Entendi que o meu papel era justamente esse, servir de instrumento para as proposituras da Espiritualidade Superior, a quem quer que fosse. Moralmente, ainda prossigo tentando minha mudança interior, mas graças ao estudo, e ao estudo e ao estudo tirei de minha consciência mais um dos entraves para os propósitos do Cristo.
O Irmão Tertuliano esclareceu, por fim que, sempre Kardec traz as respostas para nossas dúvidas, sem tirarmos a importância das obras outras devemos sorver nosso conhecimento na fonte básica da Doutrina Espírita: o Pentateuco.
quinta-feira, 21 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
Cativou? Agora segura a responsabilidade!
Ouvimos muito as pessoas dizerem que "somos responsáveis por aquilo que cativamos". Contudo, são apenas palavras e que entram por uma orelha e saem pela outra, como diria minha desencarnada mãe, Dona Conceição.
Porém, para ilustrarmos a extensão da responsabilidade que temos uns para com os outros, aqui nesse planeta em transição de provas e expiação para regeneração, o Irmão Tertuliano lembrou-nos de determinada passividade ocorrida em nosso grupo Irmãos Fraternos, capitaneados pelos Irmãos Franciscanos pelas graças do Mestre Jesus e nosso Criador.
O médium Senhor Generoso é por excelência, o que a doutrina denomina de médium mecânico, ou seja, aquele irmão que ao "incorporar" tem por característica não possuir consciência da passividade. Em transe, iniciou a falar:
- Sinto muito quente minhas orelhas e muita dor na região da barriga... me ajudem por favor!
Ao que Tertuliano aparteou:
- Seja bem vindo caro Irmão. Entendemos seu sofrimento e aqui neste Pronto Socorro do Cristo vamos ajudá-lo. Inicialmente sorva esse remédio que os enfermeiros estão lhe oferecendo.
Após alguns instantes, como se aguardasse o Irmão beber a medicação prosseguiu:
- Agora que se sente mais aliviado, conte-nos o que se passa para que possamos encaminhar seu caso para a solução mais proveitosa.
- Há algum tempo, disse o Irmão, tenho sido trazido aqui, pois quando ainda era "vivo" eu era muito amigo do Generoso. Gostávamos de pescar e apartar o gado. Ele sempre me dizia para largar a pinga, mas eu não ouvia.
E num pranto singelo adiu:
- Por muitas vezes me convidou para irmos ao Centro Espírita lá em Itapirapuã, no Goiás, mas eu dizia que essa coisa de religião era besteira. Eu morri novo com cirrose e deixei minha mulher e dois filhos, os quais nunca mais vi.
- Sim, continue, recomendou Irmão Tertuliano.
- Então, Generoso nesses quase 20 anos nunca deixou de orar por mim. Então chorando copiosamente, falou: Isso foi o que me ajudou a suportar as dores "físicas" e morais nesse tempo todo. Até que hoje os "padres" disseram que eu iria falar e iniciar meu tratamento. Estou feliz demais e agradeço ao Generoso. Eu posso ver o rosto dele?
- Se a espiritualidade lhe permitir sim. Mas, isso dependerá de vosso merecimento e se isso não irá prejudicar o seu tratamento. Podemos saber o seu nome? Questionou Tertuliano.
- Diga ao Generoso que foi o Ademar Severino e que agradeço muito a ele. Nesse momento em pranto quase incontrolável, a espiritualidade de amor desfez a ligação fluídica entre o médium e o irmão desencarnado.
Prosseguindo as explicações, Tertuliano lembrou-nos da importância do amor ao próximo, pois mesmo através da prece sincera estamos nos colocando em contato caridoso com os mais necessitados. Com isso, a frase "sermos responsáveis por aquilo que cativamos" vai muito mais além de uma retórica de efeito.
Porém, para ilustrarmos a extensão da responsabilidade que temos uns para com os outros, aqui nesse planeta em transição de provas e expiação para regeneração, o Irmão Tertuliano lembrou-nos de determinada passividade ocorrida em nosso grupo Irmãos Fraternos, capitaneados pelos Irmãos Franciscanos pelas graças do Mestre Jesus e nosso Criador.
O médium Senhor Generoso é por excelência, o que a doutrina denomina de médium mecânico, ou seja, aquele irmão que ao "incorporar" tem por característica não possuir consciência da passividade. Em transe, iniciou a falar:
- Sinto muito quente minhas orelhas e muita dor na região da barriga... me ajudem por favor!
Ao que Tertuliano aparteou:
- Seja bem vindo caro Irmão. Entendemos seu sofrimento e aqui neste Pronto Socorro do Cristo vamos ajudá-lo. Inicialmente sorva esse remédio que os enfermeiros estão lhe oferecendo.
Após alguns instantes, como se aguardasse o Irmão beber a medicação prosseguiu:
- Agora que se sente mais aliviado, conte-nos o que se passa para que possamos encaminhar seu caso para a solução mais proveitosa.
- Há algum tempo, disse o Irmão, tenho sido trazido aqui, pois quando ainda era "vivo" eu era muito amigo do Generoso. Gostávamos de pescar e apartar o gado. Ele sempre me dizia para largar a pinga, mas eu não ouvia.
E num pranto singelo adiu:
- Por muitas vezes me convidou para irmos ao Centro Espírita lá em Itapirapuã, no Goiás, mas eu dizia que essa coisa de religião era besteira. Eu morri novo com cirrose e deixei minha mulher e dois filhos, os quais nunca mais vi.
- Sim, continue, recomendou Irmão Tertuliano.
- Então, Generoso nesses quase 20 anos nunca deixou de orar por mim. Então chorando copiosamente, falou: Isso foi o que me ajudou a suportar as dores "físicas" e morais nesse tempo todo. Até que hoje os "padres" disseram que eu iria falar e iniciar meu tratamento. Estou feliz demais e agradeço ao Generoso. Eu posso ver o rosto dele?
- Se a espiritualidade lhe permitir sim. Mas, isso dependerá de vosso merecimento e se isso não irá prejudicar o seu tratamento. Podemos saber o seu nome? Questionou Tertuliano.
- Diga ao Generoso que foi o Ademar Severino e que agradeço muito a ele. Nesse momento em pranto quase incontrolável, a espiritualidade de amor desfez a ligação fluídica entre o médium e o irmão desencarnado.
Prosseguindo as explicações, Tertuliano lembrou-nos da importância do amor ao próximo, pois mesmo através da prece sincera estamos nos colocando em contato caridoso com os mais necessitados. Com isso, a frase "sermos responsáveis por aquilo que cativamos" vai muito mais além de uma retórica de efeito.
terça-feira, 5 de março de 2013
Até quando esperar?
Os livros espíritas sempre nos alertam para que possamos visualizar a nossa existência de forma completa. Isso significa dizer que a vida vai muito além de dezenas de anos vicejando num corpo material sendo sua forma verdadeira a vivência no mundo espiritual.
Quando não nos apercebemos dessas orientações acreditamos que soluções imediatistas podem resolver situações que determinamos como insolúveis, mas que se estendem para muito mais além. A fim de ilustrar essa situação, o Irmão Tertuliano em reunião mediúnica no Centro Espírita Amor e Caridade dialogou com a seguinte irmã desencarnada através da mediunidade psicofônica da Irmã Eulália:
- Seja bem vinda cara irmã! Em que podemos ajudá-la?
Ao que ela respondeu:
- Socorram-me, por favor! Sofro muito pela irresponsabilidade do meu ato quando encarnada.
O Irmão Tertuliano aduziu:
- Sim, estamos aqui justamente para estender nossas mãos naquilo que for do vosso merecimento segundo as Leis do Pai.
- Em minha última existência vivi na insanidade da vida fútil e usava de meus dotes físicos em favor da sedução, mesmo sendo casada. Em uma de minhas aventuras engravidei de um amigo da família igualmente casado com grande amiga.
E entre prantos prosseguiu:
- Temerosa da reação de meu esposo, da minha amiga e seu marido desesperada mediquei-me na intenção, bem sucedida, de expulsar o feto que em meu corpo se alojara. Com isso, grave inflamação acometeu-me o soma e levou-me a desencarnação.
Parou por instantes como se rememorasse as situações e continuou:
- Para minha surpresa, ao chegar no mundo espiritual há 15 anos atrás dei-me conta que o feto ainda se encontrava em minhas entranhas, sendo presente em meus dias de tormento até a presente data, mexendo-se e mexendo-se sem parar. Fui para o meu próprio inferno e Nos Vales da Dores perambulei com o ser atrelado a mim, não me deixando esquecer, em momento algum, o meu horrendo ato.
Como o pranto tomou-lhe as palavras, o Irmão Tertuliano interviu:
- Coragem minha Irmã. A Providência a todos abriga e se hoje te encontras nesta Casa de Amor é por que mereces a luz do Mestre Amado.
Já refeita, ela concluiu:
- Sem forças e beirando as raias da loucura restava-me apenas ajoelhar e rezar. Roguei a Mãe Santíssima a interveniência. Sinceramente arrependida pedi ajuda, quando apareceu-me criatura aureolada por cor azulínea e estendeu-me a mão trazendo-me para esse hospital.
Nesse momento, Irmão Tertuliano estendeu seus braços sobre a cabeça da médium e em prece rogou a ajuda de Jesus e dos médicos espirituais ali presentes para o socorro necessário. Rogou aos presentes que elevassem os pensamentos em vibrações de amor em favor daqueles dois irmãos desvelados. Ao término da prece a irmã revelou:
- Muito obrigado, Meu Deus! Como agradecer pela ajuda recebida?
Tertuliano então questionou o que se passava, ao que ele respostou:
- Dois seres deitaram-me em uma maca e através de passes e alguns aparelhos desconhecidos desligaram o pequenino ser de mim. Informaram-me que agora era de minha responsabilidade os cuidados para com ele e o colocaram ao meu lado. Disseram que iríamos dormir, pois o descanso era uma necessidade nesse momento e que, ao acordarmos, eu deverei ser a mãe dedicada ressarcindo a ele o amor negado quando encarnada.
Envoltos em emoção, todos agradecemos ao Pai pela oportunidade de resgate de nossas faltas como demonstração maior de Seu amor para com seus filhos.
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