quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mais que médium acredita ser inteiro"

Em diálogo fraterno com o Irmão Tertuliano elucidava-me sobre algumas particularidades da mediunidade e principalmente, dos médiuns. Falava-me que muitos irmãos que receberam a dádiva da mediunidade, por provavelmente estarem em encarnações de resgate devido aos enredos de vidas passadas, acreditam contrariamente serem “os escolhidos”.

Assim, argumentou:

- “Querido irmão, o maior inimigo do médium mora nele mesmo. Além da necessidade do auto-conhecimento para vencer suas más tendências, insiste em não buscar o conhecimento no Evangelho de Jesus e no estudo kardecista sobre o fenômeno mediúnico”.

- “Sempre acreditei que dependia somente da espiritualidade”, ponderei.

Com sua paciência particular, ele aludiu:

­- É o que a grande maioria dos irmãos que labutam na seara Espírita acreditam. Para eles, a Espiritualidade sempre dará um jeito. Mal sabem que além do comportamento e da vontade pessoal de reforma-se, as instituições ou casas espíritas ainda congregam muitos irmãos que por caprichos e paixões sintonizam com outros desejosos na inviabilização dos trabalhos nelas realizados”.

E prosseguiu:

- “O pior é que muitos acreditam que descascar e cozinhar alguns legumes os credenciam a humilhar os menos favorecidos com discursos irônicos dando a impressão que já galgaram os páramos da espiritualidade”.

Assim, disse-me, parafraseando nosso irmão Astolfo de Oliveira:

-“A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo... O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação... Antes de cogitar da doutrinação dos outros, encarnados ou desencarnados, o médium sincero necessita compreender que é preciso a iluminação de si próprio pelo conhecimento”.

 Finalizando, lembrou-me:

- “a maior caridade que podemos nos fazer é nos aceitarmos falíveis. Trabalharmos para nossa reforma e esperarmos dos irmãos de Luz a ajuda que necessitamos nessa mudança. Evidente é que é obrigatório fazermos nossa parte e não colocarmos nas mãos dos nossos irmãos mentores toda a responsabilidade pela nossa irresponsabilidade”.

Pensei de mim para comigo:
- “Aprendi mais uma!”

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

É só uma questão moral?

Dias desses questionava o Irmão Tertuliano sobre a característica de determinados grupos em dar passividade somente a irmãos sofredores e se isso significava serem ser integrantes de moral questionável.

Atenciosamente, respondeu-me o Tertuliano:

-Equivocam-se aqueles que imaginam ser as reuniões de intercâmbio mediúnico unicamente direcionadas ao atendimento de irmãos obsediados e ligados unicamente a mal e equivocam-se mais ainda aqueles que acreditam que grupos que ajudam irmãos sofredores são grupo sem elevada condição moral.

- Mas não é o que parece, repliquei!

E ele aparteou:

- Por vezes temos a oportunidade de sermos visitados por irmãos iluminados e que nos deixam mensagens de excelente teor, a fim de que possamos refletir sobre nos mesmos e os caminhos a escolher na seara do Mestre.

E abrindo um livro de capa preta e com as folhas numeradas pediu-me que lesse a seguinte mensagem:

“Não há idade, não há distancia, não há medidas no plano superior.
A física e as leis científicas não encontram mais respaldo onde a matéria é quintessênciada.
Por ser completamente adaptável às necessidades, em todos os planos, a lei de amor é a lei que impera.
O amor também comanda as determinações do raciocínio lógico, pois mesmo o sistema sofético precisa de amor para ser corretamente aproveitado.
Convivi muitos anos na ignorância da lógica e da incredulidade e quero muito alertar a todos sobre esses perigosos caminhos da credulidade puramente experimental.
Desculpem-me a emoção incontrolável.
É que a felicidade de estar aqui, hoje, me comunicando supera e muito, minha frieza catedrática.
Se preparem sempre, pois o homem enfrenta fortes barreiras que se opõem à Boa Nova.
Confiemos em Cristo e avancemos juntos rumo à regeneração de nosso orbe.
Um amigo espiritual.”

Após ler compreendi que a Espiritualidade de Amor sempre nos agracia com revelações e mensagens portadoras de esclarecimentos contendo demonstrando os caminhos para enfrentarmos a nós mesmos inicialmente e às agruras da vida, que sempre nos rodeiam.

Lembremos que somos um orbe de provas e expiações e que o Cristo nos trouxe em seus exemplos, a chave do caminho a ser seguido no alívio de nossas dores e na fomentação do verdadeiro amor! 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Eu te amo, mas te odeio!

É muito comum nosso Irmão Tertuliano dialogar com irmãos desencarnados ainda enredados nas teias do ódio. O mais interessante é percebermos que ao desenrolar das histórias, invariavelmente esse ódio derivou de um sentimento que eles acreditam ser amor.
Dramas de traições, desamparos, ingratidões resultam em perseguições “eternas”, onde o perdão e a compreensão do conceito de causa e efeito são entendimentos perdidos no tempo e no espaço. 
Para ilustrar, o Irmão Tertuliano descreve mais um diálogo com um irmão imbuído do desejo de vingança:
- Seja bem vindo querido Irmão! Que Jesus nos ilumine! Recebe-o caridosamente Tertuliano.
- Não vim aqui para se doutrinado! Vim para dizer que ela é minha! O útero dela é meu! Não adianta ela rezar que ela não vai gerar ninguém! Eu a odeio e vou acabar com ela! Vaticinava o irmão.
Obtemperou Tertuliano:
- Acalme-se irmão! Tanto ódio e rancor só farão com que você se perca nas trilhas das dores!
- Eu amo a dor! E vou fazer todos sofrerem! Eles me traíram e agora vão pagar! Ela é minha e não desse marido. Eu vou matar a todos! Bradava o irmão.
- O irmão tem noção dos compromissos que angaria e que são de sua inteira responsabilidade. Nada acontece nesse mundo que não seja da vontade de nosso Pai. Assim, se não for desígnio dele sua vingança não terá termo e tanto esforço será inútil. Repense sua situação e observe em sua tela mental a sua próxima encarnação! Esclareceu com amor Tertuliano.
O irmão retrucou:
- Não me importo de vir aleijado ou demente. Ela é minha e sempre será minha. Estou sugando todas as energias do pai dela que em breve morrerá! Depois será ela que vira para o mundo espiritual e será minha!
- Que tipo de sentimento é esse que você nutre por ela, pois quem ama verdadeiramente não quer o mal, não aprisiona, não se arvora a ser dono de ninguém!
Percebendo que as energias do médium se exauriam e o adiantado da hora, Tertuliano encaminha o diálogo para o desligamento fluídico do irmão que, ao perceber, afirma:
- Não adianta, pois eu só vou embora quando quiser! E agora eu não quero!
Em prece, Tertuliano solicita ajuda dos mentores do trabalho e pede que seja colocado um capacete no irmão desencarnado inibindo a ligação fluídica entre seu períspirito e o perispírito do médium.
Como que por encanto, o desligamento se processa e fica a expectativa do retorno do irmão para novo diálogo, a fim de que entenda que o verdadeiro amor é aquele exemplificado por Jesus.   

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quem somos. Parte final

Assim, com questionamentos diversos em sua mente, passou o Senhor Carlos a rogar esclarecimentos maiores junto à espiritualidade. Num de seus desdobramentos teve a oportunidade de ser orientado a dedicar-se mais à leitura edificante.
Ao adquirir o livro Aldeia da Escuridão pelo Espírito Vinícius e ler a introdução passou a refletir sobre as seguintes palavras:
-“Somente alcançaremos a consciência plena se exercitarmos o conhecimento de nós mesmos”.
Disso ele depreendeu que teria que enfrentar sua consciência e saber realmente quem é. E prosseguiu a leitura:
- “Se reflexionarmos sobre o assunto, também concluímos que os vícios materiais são apenas pálidos reflexos dos vícios morais, e que nossa transformação deverá se iniciar dentro de nós mesmos.”
- Mas como se dá esse processo? Por onde devo começar? Questionou de si para consigo, o amigo Carlos.
Então, parágrafos a frente percebeu:
-“ Nosso dever, como trabalhadores do Senhor, é auxiliar os mais necessitados, através da compreensão, da tolerância e da paciência, sempre acompanhados do esclarecimento evangélico que somente fortalece e redireciona mentes antes cristalizadas em atitudes viciosas.”
Obtemperou:
- Creio que somente vir à Casa Espírita e dialogar com irmãos encarnados e desencarnados sem realmente assumir o compromisso do amor para com eles e comigo mesmo, permite-me unicamente caminhar a passos curtos e ser enredado por aqueles a quem devo e que sempre estão a espreita conhecedores das minhas falhas e cobradores de vidas pregressas.
Finalizando a leitura contemplou:
-“Sejamos filhos inteligentes de um Pai Amoroso que apenas nos quer felizes! O caminho da perfeição moral é árduo e nos exige aplicação e amorosa atenção. O futuro nos mostrará a qualidade de nossas escolhas, pois como Espíritos em busca da felicidade, saberemos quando em evolução estivermos.”
Feliz por haver encontrado as palavras diretivas para se realinhar no caminho, Carlos percebendo que todos somos Yin e Yang, luz e escuridão, amor e ódio, paz e guerra e que devemos buscar o equilíbrio dessas forças e não embotarmos uma em desfavor de outra ou outras lembrou-se da orientação de Jesus e passou a vigiar-se e a orar.