segunda-feira, 15 de julho de 2013

Todo trabalho ainda é pouco...

Por vezes, quando um de nossos confrades não pode comparecer à reunião e posteriormente questiona como foi, costumamos dizer em forma de chiste:

- Ah! Você não veio, então foi tranquilo...

Mesmo em tom de brincadeira imputamos ao colega a responsabilidade por passividades que demandam mais doação e trabalho por parte dos médiuns de sustentação, doutrinadores e demais médiuns. Facécias à parte, todos compreendemos que nossos Mentores nos dão a dose certa que temos condições de ajudar, dentro da programação ajustada para o dia.

Prova disso, foram as passividades ocorridas na última reunião, com a ausência de alguns irmãos impossibilitados de comparecer. 

A irmã Amélia deu passividade a um irmão que não sabia estar desencarnado e sentia muita dor no pescoço. Foi esclarecido sobre o ocorrido pelo irmão Paulo e ficou mais tranquilo, sendo socorrido ao Pronto Socorro. Depois, outro irmão se comunicou dizendo estar com muito frio. Após as providências para ser aquecido, disse haver desencarnado no Rio Grande do Sul e que era mendigo morador de rua. Foi esclarecido e, no início estava apreensivo para onde iria, porém, foi socorrido.

A irmã Eulália sentiu ao seu lado a presença de uma irmã esquelética com um irmãozinho agarrado às suas costas e sugando-lhe as energias. Enquanto o irmão Tertuliano fazia uma prece tentaram separá-los, sem sucesso pois, a simbiose era grande e ambos encontravam-se dementados. Posteriormente, deu passividade a irmão ignorante, que acompanha jovem assistido do Centro Espírita. Refratário às palavras do irmão Tertuliano e demonstrando simbiose com o obsidiado ficou no Pronto Socorro para melhor atendimento. Por fim, irmão amoroso rogou que os médiuns melhorassem o comportamento no dia-a-dia, assim como o fazem quando estão no Centro Espírita e lembrou que cada um recebe conforme seu merecimento.

A irmã Natalina oportunizou a um irmão relatar que a energia do local era tão boa que ele queria ficar ali quietinho e que não queria ser levado ao hospital para não perder aquela energia aliviadora. Posteriormente, deu passividade a irmã que não sabia estar desencarnada e que se dizia prática e queria saber o que estava acontecendo. O esclarecedor, irmão Vitorino mostrou-lhe a tela mental onde pode perceber um acidente e negou seu desencarne. Disse que queria voltar para sua casa onde sempre esteve com os seus. Questionou onde eles estavam e por que não a ouviam quando ela falava. Com tato, paciência e amor, Vitorino lhe esclareceu a situação. Mais calma, foi para o tratamento no Pronto Socorro.

Por fim, o irmão Generoso, médium portador de mediunidade mecânica, sentiu seu corpo queimar e logo um irmão contou que havia desencarnado em incêndio ocorrido numa favela do Rio de Janeiro. Foi-lhe aplicada certa pasta branca que aliviou as queimaduras e depois levado na maca para o Hospital, a fim de ser internado. Logo após, irmão com dor no estômago e com a barriga empedrada reclamava também de dor no braço direito. Após passe sentiu o corpo dormente e aliviadas as dores. Foi para o tratamento.

Como podemos perceber, o Pai coloca as possibilidades para nosso crescimento e Jesus nos ampara a sermos cristãos. E todo trabalho ainda é pouco, visto a quantidade de deserdados que são amparados por Nossa Mãe Santíssima e seus trabalhadores, além de todos os esforços dos Franciscanos em estender a luz do Mestre a todos os cantos.

Aos irmãos Fausto e Adria.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

E aos poucos a gente vai se mancando...

Lembrava-me o Irmão Tertuliano da vida hodierna com suas dificuldades e a ausência de tempo, em virtude das questões econômico-sociais tão presentes cotidianamente. Os compromissos trabalhistas na busca dos recursos garantidores da sobrevivência, para alguns e de excessos para outros, tem nos alijado das preocupações com a nossa vida paralela: as necessidades do Espírito.

Quantos de nós, nesta existência, nos abandonamos das relações com Deus e do conhecimento de que somos Espíritos imortais em busca de crescimento moral em favor de nossa evolução? Para ilustrar esse colóquio, contou-me sobre determinada passividade ocorrida em nossa reunião mediúnica.

A passividade inicia-se com o irmão desencarnado falando ao Irmão Tertuliano:

- Diga ao Senhor Ernesto que me perdoe. Sinto-me muito envergonhado.

-  Será dito. Porém, é certo que ele já o perdoou Irmão, qualquer que tenha sido sua falta. Elucidou Tertuliano.

E prosseguiu o Irmão:

- Diga a ele que sou eu, o Manoel, que me arrependo muito de haver queimado os livros kardecistas que ele me dava. Por achar aquilo tudo besteira. Como estou arrependido. Agora entendo realmente que preciso estudar e não sei quando terei nova oportunidade.

Tertuliano aparteou:

- O Pai sempre renova nossas esperanças futuras. O que parece o fim é o começo da vida verdadeira!

- Sim, realmente! Exclamou Manoel. Diga a ele que minha esposa, a Rita, mesmo desencarnada ainda está presa à Fazenda lá no interior de Goiás, e que se for possível, rogo irem ajudar e resgata-la também...

- Façamos uma prece. Disse Tertuliano, e orarmos agradecendo e rogando a Jesus ajuda a pobre irmã. Nesse comenos, o irmão Manoel, em prantos, agradeceu seu resgate e mais calmo retirou-se para o sono reparador, a fim de iniciar sua nova caminhada.

Percebe irmão? Disse a mim Tertuliano. A Espiritualidade coloca em nossos caminhos as ferramentas do conhecimento, porém, nosso orgulho não nos permite perceber a oportunidade e enveredamos por caminhos outros que nos custarão mais tempo e arrependimentos futuros.

Concordei mentalmente e voltei meu olhos para o Livro dos Espíritos, abrindo na questão número um, meu pensamento, como que ouvindo a mim mesmo disse:

- Jesus trouxe a Lei do Amor e Kardec os decretos para entendê-la!