domingo, 19 de maio de 2013

Nem adianta bater uma asa e se abanar com a outra!

É interessante o quanto ainda encontramos irmãos dentro das hostes espíritas afeitos unicamente aos fenômenos mediúnicos sem a mínima preocupação do estudo da Doutrina e de temas que a ciência atual, em suas descobertas buscar comprovar o que o Espiritismo teorizava há 2 séculos atrás. 

O Irmão Tertuliano solicito recorreu certo dia, em nossa reunião mediúnica, à obra do Dr. Odilon Fernandes, como sempre lúcido e transparente, denominada Mediunidade e Animismo, a qual na questão 3, o médium Carlos A. Baccelli o questiona dos motivos do médium dever estudar. 

Dr. Odilon respondeu:

- "Para ser um coadjuvante à altura ou mesmo para suprir possíveis deficiências do espírito comunicante. Se não fosse para contar com o concurso responsável dos médiuns, o Mundo Espiritual teria preferido continuar se manifestando através das mesas girantes... À semelhança do leito de um rio, todo médium, direta ou indiretamente, influencia na "corrente de pensamentos" que, da mente do espírito, flui para sua mente."
Mais uma vez, o Irmão Tertuliano nos aparteou lembrando da necessidade do estudo para podermos ser os instrumentos da Espiritualidade Superior na transmissão de seus pensamentos e questionou:

- Como poderão nossos mentores nos falarem das ciências físicas e morais, se não nos preocuparmos em estudar a interdisciplinariedade dos assuntos evidenciados nesses tempos? Como falar em física quântica de modo dinâmico para um médium não afeito ao conhecimento, sendo essa tarefa dificultada pelo fato de se ditar os postulados palavra a palavra e não ideia a ideia?

Deu um tempo para que pudéssemos perceber a gravidade da lição e explicou:

- Se não estivermos preparados para os conhecimentos mínimos de como se processa a relação mediúnica através da ligação perispiritual e das trocas fluídicas existentes nesse contato, como poderemos oferecer canal seguro na transmissão dos pensamentos e conceitos maiores Deles advindos?

E alertou:

- Não meus irmãos! Médium que não gosta de estudar está bem perto da fascinação!

Finalizando, ilustrou:

- Assim como o homem necessita do equilíbrio das duas asas, moral e intelectual, para alçar voos em rumo à Espiritualidade Superior, precisa também equilibra-las na mediunidade, sem contudo nos esquecermos do amor. Lembro ainda recado do Dr. Odilon no livro que há pouco citei:

- "Para a Espiritualidade Superior, o que faz a diferença entre um médium e outro é o que traz no coração".

- Com isso tento dizer que, a moral vem impregnada pelo amor, visto que ela remete aos exemplos do Mestre Jesus e o conhecimento se reveste do fato do médium oferecer ao Espírito o material necessário para sua manifestação. Porém, o melhor médium sempre será aquele que está realmente disposto a servir 


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quer ajuda? Levanta dessa rede!

O trabalho na seara do Senhor é deveras gratificante. Mesmo em condição de simples colaborador buscando pelo menos não atrapalhar os balsamizantes socorros dos nossos Maiores é enorme a alegria de sermos úteis e termos no estudo da Doutrina Espírita, o conhecimento necessário para desempenhar a tarefa de dialogadores.

Contudo, na dinâmica do Universo "o novo sempre vem" e situações inusitadas são uma constante nas reuniões mediúnicas quando do diálogo fraterno com os menos esclarecidos. Refiro-me a esse assunto porque em reunião no Centro Espírita Amor e Caridade tivemos a oportunidade de tabularmos com determinado irmão a seguinte situação:

Eulália, médium semiconsciente, caracterizada por sujeitar-se, espontaneamente, à influência do Espírito comunicante, mas o controlar podendo reagir a qualquer momento a essa influência, pela própria vontade, deu passividade a um irmão que mostrando irritação falou:

- Nossa!!! que dor no ombro. Não estou aguentando mais.

Ao passo que aduzi:

- Um pouco de calma meu irmão. Aqui é um hospital e poderemos ajudá-lo. Conte-nos o que houve para podermos socorre-lo.

Isto posto, sua irritação aumentou e quase irado prosseguiu:

- Calma o que? Que calma! Não estou falando que está doendo demais...Não estou mais aguentando. E repetia enquanto movimentava o ombro da médium - Nossa como dói! Que dor insuportável!

- Só um momento, meu Irmão. Aparteei.

Roguei aos médiuns sustentadores para que elevássemos os pensamentos aos médicos e enfermeiros da equipe espiritual rogando auxílio pelos fluidos aliviadores do sofrimento do irmão, para que pudéssemos dar seguimento ao tratamento e prossegui:

- Veja irmão, as dores estão passando!

- Passando o que? Replicou ele esbravejando. Essa tua conversa num tá adiantando nada. Tá doendo e vocês não ajudam. E irritadiço interrompeu abruptamente a ligação fluídica com a médium.

Ao final da reunião questionei o Irmão Tertuliano sobre o acontecido, visto ter usado os mesmos recursos de magnetização que tanto efeito produz nos outros irmãos e que, naquele especificamente, em nada ajudara.

Tertuliano evocou o livro Nas Brumas da Mente de Rafael Figueiredo, onde certo irmão desencarnado pelo suicídio, mesmo após longo tempo e ter sido socorrido, insistia mentalmente em não existir. Ao se encaminhado à reunião mediúnica e receber o choque anímico (quando os fluídos nervosos do médium propiciam despertamento das faculdades adormecidas) e conhecer sua real situação, o mesmo intimamente, seguia com a vontade firme de não existir, e assim explicou-nos:

- Em alguns casos, os desencarnados sabem da sua real situação, mas pelo fato de ter o perispírito danificado e o desejo de não querer melhorar impedem a possibilidade de serem tratados. 

E finalizou:

- Ligado no automatismo corporal devido a indução mental, sofre nosso irmão a dor incessante na qual se fixou. Assim, mesmo que queiramos aliviar suas dores ficamos limitados devido ao estado do espirito que estamos tratando. Por isso, ele só sentia dor e não ouvia os apelos da ajuda.

Refleti então que tal ensinamento serve para nós encarnados: até para sermos ajudados precisamos querer!