sábado, 12 de julho de 2014

Eu "facebooko", tu "twittas", e assim...

Em o Evangelho no Lar ao abrirmos "ao acaso" o livro Caminho, Verdade e Vida de Emmanuel, por psicografia de Chico Xavier, inusitada lição fez-se para nossa reflexão e aprendizado.

Nela, nos alerta o nobre medianeiro da espiritualidade sobre os irmãos que ainda na "ignorância" nos influenciam chegando por vezes a dominarem os pensamentos do encarnados, e exemplifica onde essas inteligências praticam:

- "Na edificação da política, erguida para manter os princípios da ordem divina, surgem sob os nomes de discórdia e tirania; no comércio, formado para estabelecer a fraternidade, aparecem com os apelidos de ambição e egoísmo; nas religiões e nas ciências, organizações sagradas do progresso universal, acodem pelas denominações de orgulho, vaidade, dogmatismo e intolerância sectária."

E afirma posteriormente:
- "Não somente o corpo da criatura humana padece a obsessão de Espíritos perversos. Os agrupamentos e instituições dos homens sofrem muito mais."

Quando o nobre Mentor declinou essas observações é certo que não havia a rede mundial de computadores e dos diversos aplicativos que, nos colocam em comunicação constante e em tempo nas redes sociais.
Estendamos então, "os grupamentos e instituições dos homens" às redes sociais de comunicação e observemos a intolerância nos mais diversos campos do conhecimento humano: político, econômico, social, ambiental, cotidiano, entre outros...

Não raro observamos a discórdia, os xingamentos, os impropérios, a desídia, o sarcasmo iniciados pelo nosso "desejo" de resposta sustentado no orgulho. 

Assim, nos alerta mais uma vez Emmanuel, no livro Seara dos Médiuns, pela psicografia de Chico Xavier que devemos observar nossos próprios impulsos, pois:

Desejando, sentes.
Sentindo, pensas.
Pensando, realizas.
Realizando, atrais.
Atraindo, refletes.
O pensamento é, portanto, nosso cartão de visita.

A fim de que não envolvamos nossos "seguidores" nas tramas dos nossos pensamentos, pela afinidade, em nossas postagens pratiquemos a harmonia, a saúde, a tolerância e o entendimento.



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Lá nós somos os mesmos de cá!

- É interessante quando transcendemos nosso senso comum e acreditamos que, em vidas passadas sempre nos foi reservado lugares de destaque ou mesmo que, não carregamos as marcas dessas vidas em nosso corpo espiritual nessa encarnação. Falávamos ao Irmão Tertuliano.

Ele então, conciso das experiências vividas na lida com nossos irmãos desencarnados lembrou-nos que "somos aquilo que somos, aqui ou na erraticidade"*. Disse-nos e prosseguiu:

- Os predicados ou imperfeições, a cada experiência vão sendo burilados nesse caminho de volta ao Pai. 

E como sempre, para ilustrar suas palavras lembrou-nos de passividade dada pela Irmã Eulália, na qual desenrolou-se o seguinte diálogo:

- Boa noite a todos. Você não imaginam da minha felicidade em poder estar aqui nesta reunião.

Tertuliano redarguiu:
- Boa noite querido Irmão. Folgo em vê-lo feliz e sorridente. Ao que o Irmão completou:

- E por que eu não haveria de estar? Vocês não tem ideia da ascendência desse trabalho. Quando encarnado tive a grata felicidade de minha mãe me evangelizar na Doutrina Espírita, o que já me fez um bem inenarrável. E continuou...

- Tive oportunidade de trabalhar em Casa Espírita a molde dessa, onde Jesus me permitiu ser útil àqueles que como eu necessitam de reencarnar em favor da evolução. E assim continuei pós desencarnação. Fui recebido em Colônia amorosa onde posso ajudar e ser ajudado. 

E demonstrando felicidade em seu modo de falar e comportar, adiu:

- Mas, na realidade estou aqui para agradecer. Agradecer o atendimento dispensado a minha amiga Marina que foi recebida nesse Posto de Atendimento, juntamente com meu amigo Mauro. Por essa e por outras, que o Mestre nos tem permitido vivenciar é que não contenho minha alegria. Por fim, gostaria de fazer uma prece em agradecimento.

O Irmão Tertuliano anuiu e o Irmão declinou palavras de louvor e agradecimento ao Pai.
Ao sair do transe, a Irmã Eulália nos confidenciou que durante a prece do Irmão, ela desdobrou e viu-se em um jardim com pequena capela de madeira pintada de verniz. Ao adentrar percebeu no singelo altar a imagem de Nossa Senhora e outra do Buda. Viu do seu lado direito diversas camas com irmãos deitados e que tomavam passes. 

Confidenciou-nos que, nesse momento aproximou-se simpática e iluminada Senhora Indiana de meia idade, sendo que ao chegar perto dela, a Irmã Eulália sentiu vontade de chorar e abraçá-la. A Senhora sorriu amorosamente e em gesto permissionário colocou-se na posição de ouvinte. Então, Eulália  rogou à fraterna irmã que intercedesse pelas pessoas cujos nomes haviam sido lembrados em nosso livro de preces.

Finalizando, Tertuliano alertou-nos:

- Não nos iludamos. Sabemos bem quem somos e o que fomos. Lá somos os mesmos de cá!



* Erraticidade, significa o estado dos Espíritos que precisam ainda reencarnar.