É muito interessante o quanto na prática realizam-se os ensinamentos teóricos existentes nas diversas obras da codificação kardequiana e naquelas complementares... falava com carinho o Irmão Tertuliano.
Esse diálogo deve-se ao fato de comentarmos a reunião que havia terminado e analisávamos uma das passividades dada por um dos irmãos desencarnados. Iniciou-se seu intercâmbio revelando, entre sorrisos de cinismo ao Irmão Tertuliano, que ele era o "farsante" que havia comparecido na última reunião.
- Que bom que resolveu retornar querido Irmão, disse-lhe Tertuliano, ao que ele replicou:
- Não sei porque retornei. Essa claridade me faz mal, pois eu gosto mesmo é das trevas.
E continuou:
-E ainda tenho que me comunicar com vocês que são piores que ratos. É isso que vocês são: ratos!
- Calma meu irmão! retrucou Tertuliano. Qual a motivação de tanto ódio contra nós?
- Por causa de vocês eu sou obrigado a vir aqui! Esse ambiente me perturba e dificulta a realização de minhas ações. Vociferou.
- Acalme-se, insistia Tertuliano. Afinal você mais do que ninguém, por deter algum conhecimento sabe que não queremos o seu mal e que ficando aqui estarás bem!
- Quem disse que eu quero ficar bem? Eu gosto mesmo é das furnas, da escuridão e me compraz o mal! Afirmou.
Verificando o adiantado da hora, Tertuliano encaminhou o diálogo para a partida do irmão:
- De qualquer forma, querido irmão, vamos fazer uma prece rogando ao Cristo que nos ilumine.
Enquanto fazia a prece rogativa a Jesus que aliviasse aquele coração petrificado, o irmão passou a mover o pescoço da médium que passou a massagear a parte posterior do mesmo. Intrigado com aquilo, Tertuliano questionou:
- Estás sentido dores no pescoço irmão.
Ao que ele respondeu:
- Sim. Por favor retire essa coleira que prende e machuca. Rogou.
Irmão Tertuliano titubeou. Deveria livrar o irmão daquele jugo? Lembrou-se da finalidade do trabalho ali realizado: a caridade. Nesse ínterim os minutos se esvaiam. Quase um quarto de hora já havia se passado além da hora de encerramento da reunião.
Num átimo, Tertuliano inspirado rogou:
- Querido Irmão, peçamos ao Cristo que te livre desse tormento.
- Não, não vou pedir para esse aí! Não me rebaixarei a ele. Gritava.
Tertuliano, entendo então, que poderia tratar-se de um truque do irmão, orientado e auxiliado pela espiritualidade inferior com a finalidade de perturbar a reunião, conduziu-o ao sono, sendo ele desligado do aparelho mediúnico.
Finalizando, Tertuliano me disse:
- O estudo da Doutrina Espírita é assaz revelador. Esse tipo de ação por parte de determinados irmãos está discriminado na literatura kardecista e esse conhecimento foi fator importante no norteamento das ações que devíamos tomar. Estudo meu amigo! Espiritismo é estudo.
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