quinta-feira, 26 de julho de 2012

Parte IV: perdendo a batalha e não a guerra!

A aplicação de passes dispersivos por parte do Irmão Tertuliano e da Irmã Tarquínia ajudaram na rápida recuperação da médium e os dias se passaram...


Na sexta-feira da mesma semana, durante a palestra pública, para nossa surpresa o Irmão mais velho, filho do Seu Jean postou-se à porta do salão, abriu o Velho Testamento e leu passagens em voz alta. O palestrante espírita, com amor e fraternalmente convidou-o a participar da reunião. Diante de sua negativa prosseguiu com o tema. Inusitadamente, o Irmão retirou-se com destino incerto.


No dia subsequente, sábado, após o atendimento fraterno solicitamos ao seu Jean que nos falasse sobre o acontecido, pois ele também havia participado da palestra na noite anterior. 


- E então Seu Jean, como está o clima na sua residência, questionei.


Ao que ele foi enfático:


- Um verdadeiro caos. O menino está pior. Definhando aos poucos. O irmão mais velho me culpa pela situação. Fomos, dia desses em um templo no bairro adjacente e minha esposa contou à Pastora nossa luta. Ela não nos poupou e voz alta no púlpito condenou-me, asseverando que enquanto eu frequentasse essa macumba aqui as coisas não se acertariam. O "menino" depois que saiu daqui não voltou para casa. Está feia a coisa!


- Mesmo com tanto desaires fico feliz por sua insistência em procurar ajuda aqui o Centro Espírita e salvo as contingências das necessidades reencarnatórias confiamos plenamente no Mestre Jesus e nos trabalhadores franciscanos dessa Casa de amor na ajuda aos necessitados, inclusive seus filhos. Sua perseverança, seu engajamento no trabalhado e sua fé, tenha certeza serão determinantes na resolução dessa situação. Aduzi.


Aqui peço que os leitores lembrem-se da parte I dessa história, chamada o Enredo quando eu disse que: "Ainda pensativo e chateado após o atendimento fraterno do Seu Jean que comentara a situação de seu filho Anselmo, comentei que não me conformava em estarmos perdendo a guera, lembram-se?


Pois então, Irmão Tertuliano calmamente me orientou:


- Caro Irmão, Joanna de Ângelis lembra-nos em o livro Em Busca da Verdade que "pelas reencarnações, o livre-arbítrio nos permite escolhermos o bem ou o mal, a alegria ou a tristeza, a desgraça ou a ventura, sendo a única fatalidade a nossa plenitude como Espíritos eternos".


E prosseguiu:


- O máximo que pode realizar o adversário é criar embaraços na marcha do progresso da vítima, atentar contra os seus valores ou até mesmo contra a sua vida física. Não consegue ir além disso, porque não lhe atingirá a realidade de ser imortal que é, portanto, invencível, desde que não se deixe dominar pelas veleidades, pelas paixões do primarismo animal por onde transitou". 


E finalizou:


- É certo que sob o domínio do nosso Irmão Mago, o Anselmo deixou-se fragilizar e agora lhe é vítima entregue. Contudo, o bem não perdeu a guerra, mas sim uma pequena batalha. Sabemos todos que a luz sempre vence e o Mestre responsabilizou-se por todos nós. A cada qual cabe sua parte e isso inclui o crescimento mútuo. Ninguém será feliz e pleno sozinho. Continuemos com nosso trabalho resignadamente e confiantes no Pai!


Restou-me contemporizar e refletir!
Finalmente na próxima postagem teremos o Epílogo dessa história...aguarde mais um pouco!



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