sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O que os olhos não vêem... existe!

Em todo o território brasileiro diversos centros Espíritas se desdobram em auxílio aos irmãos encarnados e desencarnados. Por tarefas diversas, desde palestras, passando pelo atendimento fraterno, a fluidoterapia, evangelização ou o assistencialismo, irmãos dedicados, nos dois planos da vida, se empenham na evolução do homem e por conseguinte, na evolução do planeta.

Entretanto, como aprendizes do Cristo na labuta não nos damos conta de quão laboriosa é a dimensão espiritual da casa Espírita. Atividades tantas se desenrolam além dessa dimensão, as quais não percebemos, em virtude de estarmos quase sempre com o nosso sexto sentido embotado pelas aflições diárias.

Graças ao Mestre, em nossos trabalhos com a mediunidade somos agraciados, por vezes, com descrições sobre o que ocorre na Casa durante as reuniões, conscientes de que a labuta no mundo espiritual é constante e que Nossos Maiores a todos acolhem e orientam.

Como sempre, a reunião mediúnica iniciou-se às 20h30 pontualmente. Presentes a Irmã Eulália, o Irmão Tertuliano, Irmã Tarquínia, Irmã Amália, o Irmão Severo, o Senhor Sota, o Senhor Lena, a Irmã Adriene, a Irmã Ariadne, entre outros responsáveis pela sustentação da reunião. Após a prece e ao som de melodia relaxante os médiuns puseram-se em posição mental facilitadora da passividade mediúnica.

Alguns minutos depois a Irmã Eulália mexia-se na cadeira e Tertuliano foi ao seu encontro, quando ela comentou:

- Estou sentindo uma dor muito forte no pescoço e parece que tem uma tala em volta dele. Tenho a sensação de que estou morrendo e sinto-me muito mal. Alguém está perguntando que luz é essa. Sinto que alguém está me puxando pelas mãos.

- Vá com confiança, pois o Mestre nos ampara! Exclamou o Irmão Tertuliano.

Eulália prosseguiu:

- Estou num lugar com areia branca, parece uma praia e ao longe ouço um latido. Vejo uma silhueta se aproximar e tenho medo. Voltei e agora estou aqui no Centro Espírita!

- Continue e descreva o que vê. Rogou o Irmão Tertuliano.

- Vejo a construção da casa Espírita no mundo espiritual. Há diversas pessoas e nossos Irmãos Franciscanos aplicam passes nelas. Existem 12 salas, sendo 6 delas iluminadas com lâmpadas de cor verde onde são atendidas pessoas acidentadas e cancerígenos, e 6 iluminadas com lâmpadas de cor lilás, onde são atendidos seres disformes, dos quais escorrem um tipo de lama fétida.

- Prossiga, prossiga! Insistiu  Tertuliano.

- Agora estou no salão de palestra. É diferente, pois está disposto com bancos de madeira. Vejo o Irmão francês (Junot) banhado por luzes e quase todo dourado. Ao seu lado está a Mãe Velha e posso ver nossa irmã que desencarnou há um ano atrás em acidente automobilístico. Ela está de costas, porém posso ouvi-la dizendo: Oi minha querida! e vejo também presente a Irmã Eunice. Quanta saudade e felicidade sinto! 

E prosseguiu fazendo uma prece. Pelo adiantado da hora a Irmã Eulália desfez-se do transe e a Irmã Ariadne que havia ajudado no desdobramento comentou:

- Foi emocionante. Na prece não era a médium quem fazia, parecia que alguém falava por ela.    

Com isso, encerrou-se a reunião e passamos a refletir o quanto o trabalho se estende para as dimensões espirituais do nosso grupo mediúnico.

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