segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quer ajuda? Levanta dessa rede!

O trabalho na seara do Senhor é deveras gratificante. Mesmo em condição de simples colaborador buscando pelo menos não atrapalhar os balsamizantes socorros dos nossos Maiores é enorme a alegria de sermos úteis e termos no estudo da Doutrina Espírita, o conhecimento necessário para desempenhar a tarefa de dialogadores.

Contudo, na dinâmica do Universo "o novo sempre vem" e situações inusitadas são uma constante nas reuniões mediúnicas quando do diálogo fraterno com os menos esclarecidos. Refiro-me a esse assunto porque em reunião no Centro Espírita Amor e Caridade tivemos a oportunidade de tabularmos com determinado irmão a seguinte situação:

Eulália, médium semiconsciente, caracterizada por sujeitar-se, espontaneamente, à influência do Espírito comunicante, mas o controlar podendo reagir a qualquer momento a essa influência, pela própria vontade, deu passividade a um irmão que mostrando irritação falou:

- Nossa!!! que dor no ombro. Não estou aguentando mais.

Ao passo que aduzi:

- Um pouco de calma meu irmão. Aqui é um hospital e poderemos ajudá-lo. Conte-nos o que houve para podermos socorre-lo.

Isto posto, sua irritação aumentou e quase irado prosseguiu:

- Calma o que? Que calma! Não estou falando que está doendo demais...Não estou mais aguentando. E repetia enquanto movimentava o ombro da médium - Nossa como dói! Que dor insuportável!

- Só um momento, meu Irmão. Aparteei.

Roguei aos médiuns sustentadores para que elevássemos os pensamentos aos médicos e enfermeiros da equipe espiritual rogando auxílio pelos fluidos aliviadores do sofrimento do irmão, para que pudéssemos dar seguimento ao tratamento e prossegui:

- Veja irmão, as dores estão passando!

- Passando o que? Replicou ele esbravejando. Essa tua conversa num tá adiantando nada. Tá doendo e vocês não ajudam. E irritadiço interrompeu abruptamente a ligação fluídica com a médium.

Ao final da reunião questionei o Irmão Tertuliano sobre o acontecido, visto ter usado os mesmos recursos de magnetização que tanto efeito produz nos outros irmãos e que, naquele especificamente, em nada ajudara.

Tertuliano evocou o livro Nas Brumas da Mente de Rafael Figueiredo, onde certo irmão desencarnado pelo suicídio, mesmo após longo tempo e ter sido socorrido, insistia mentalmente em não existir. Ao se encaminhado à reunião mediúnica e receber o choque anímico (quando os fluídos nervosos do médium propiciam despertamento das faculdades adormecidas) e conhecer sua real situação, o mesmo intimamente, seguia com a vontade firme de não existir, e assim explicou-nos:

- Em alguns casos, os desencarnados sabem da sua real situação, mas pelo fato de ter o perispírito danificado e o desejo de não querer melhorar impedem a possibilidade de serem tratados. 

E finalizou:

- Ligado no automatismo corporal devido a indução mental, sofre nosso irmão a dor incessante na qual se fixou. Assim, mesmo que queiramos aliviar suas dores ficamos limitados devido ao estado do espirito que estamos tratando. Por isso, ele só sentia dor e não ouvia os apelos da ajuda.

Refleti então que tal ensinamento serve para nós encarnados: até para sermos ajudados precisamos querer!

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