Lembrava-me o Irmão Tertuliano da vida hodierna com suas dificuldades e a ausência de tempo, em virtude das questões econômico-sociais tão presentes cotidianamente. Os compromissos trabalhistas na busca dos recursos garantidores da sobrevivência, para alguns e de excessos para outros, tem nos alijado das preocupações com a nossa vida paralela: as necessidades do Espírito.
Quantos de nós, nesta existência, nos abandonamos das relações com Deus e do conhecimento de que somos Espíritos imortais em busca de crescimento moral em favor de nossa evolução? Para ilustrar esse colóquio, contou-me sobre determinada passividade ocorrida em nossa reunião mediúnica.
A passividade inicia-se com o irmão desencarnado falando ao Irmão Tertuliano:
- Diga ao Senhor Ernesto que me perdoe. Sinto-me muito envergonhado.
- Será dito. Porém, é certo que ele já o perdoou Irmão, qualquer que tenha sido sua falta. Elucidou Tertuliano.
E prosseguiu o Irmão:
- Diga a ele que sou eu, o Manoel, que me arrependo muito de haver queimado os livros kardecistas que ele me dava. Por achar aquilo tudo besteira. Como estou arrependido. Agora entendo realmente que preciso estudar e não sei quando terei nova oportunidade.
Tertuliano aparteou:
- O Pai sempre renova nossas esperanças futuras. O que parece o fim é o começo da vida verdadeira!
- Sim, realmente! Exclamou Manoel. Diga a ele que minha esposa, a Rita, mesmo desencarnada ainda está presa à Fazenda lá no interior de Goiás, e que se for possível, rogo irem ajudar e resgata-la também...
- Façamos uma prece. Disse Tertuliano, e orarmos agradecendo e rogando a Jesus ajuda a pobre irmã. Nesse comenos, o irmão Manoel, em prantos, agradeceu seu resgate e mais calmo retirou-se para o sono reparador, a fim de iniciar sua nova caminhada.
Percebe irmão? Disse a mim Tertuliano. A Espiritualidade coloca em nossos caminhos as ferramentas do conhecimento, porém, nosso orgulho não nos permite perceber a oportunidade e enveredamos por caminhos outros que nos custarão mais tempo e arrependimentos futuros.
Concordei mentalmente e voltei meu olhos para o Livro dos Espíritos, abrindo na questão número um, meu pensamento, como que ouvindo a mim mesmo disse:
- Jesus trouxe a Lei do Amor e Kardec os decretos para entendê-la!
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