Quando lemos romances ou livros doutrinários espíritas, algumas das histórias revelam-se nos como dramas dignos de novelas, isso sem falar nos nomes dos atores envolvidos. O trabalho na mediunidade nas Casas Espíritas, as narrativas reais dos dramas pessoais, evolvem-se em enredos parecidos com novelas ou filmes de ficção científica.
Como ensinamento a nós, aprendizes da mediunidade, o Irmão Tertuliano pediu que observássemos com mais atenção as passividades dadas pelos nossos irmãos desencarnados naquela noite. Isto feito, tivemos os seguintes testemunhos relatados:
Iniciaremos com o Irmão Flâmine, que iniciou a relação mediúnica dizendo estar com muita dor de cabeça, quando o esclarecedor, o Irmão Sota aparteou:
- Seja bem vindo ao nosso hospital, caro Irmão! Assim, passou a aplicar passes mediúnicos nos centros de força cerebral e frontal, aliviando as dores do padecedor, que logo falou:
- Ajudem-me por favor. Sou gaúcho da cidade de Tucunduva e estou com muita dor de cabeça. Minhas mãos estão atrofiadas e estou perdido neste local. Não sei onde estou!
- Sim, meu irmão. Prossiga sua narrativa para que possamos melhor encaminhá-lo. Disse o Irmão Sota.
- Estou procurando minha família, principalmente minhas duas filhas que são pequenas. Mas, não consigo achar o caminho de casa. Eu estava no trator arando quando senti uma terrível dor na cabeça e desde então, não sei o que está acontecendo comigo. Não consigo acordar desse pesadelo.
- Bem, vejamos meu amigo, falou o Irmão Sota. Você está achando estranho esse "pesadelo" do qual não consegue acordar, não é mesmo?
- Sim, sim... preciso sair dessa torpeza! Exclamou o sofredor.
O Irmão Sota, então, começou a revelar:
- Por qual motivo o irmão acredita que suas mãos estão atrofiadas? Não está parecendo que você teve um AVC (acidente vascular cerebral)? E essa dor de cabeça aguda? Não é indício de que isso realmente aconteceu?
- Sim, talvez tenho sido isso mesmo. Mas, se foi isso, por que agora não estou num hospital sendo atendido? E cade meus familiares? Retrucou o irmão desesperado.
Ao que respondeu o Irmão Sota:
- Porque você ainda não percebeu que fez a passagem para o mundo espiritual! Que agora pertence a outra dimensão!
- Você é um louco, retrucou o atendido. Você está querendo dizer que eu morri? Como? Se eu estou bem vivo e conversando com você? Veja, lembro-me até que estamos em janeiro de 2011!
O Irmão Sota, pacientemente prosseguiu:
- Claro que você continua vivo. O que morreu foi seu corpo material, mas seu corpo espiritual prossegue vivo, pois estamos em outubro de 2013... Após o AVC, por não perceber a passagem, você prosseguiu perdido. Agora que foi trazido para nosso hospital será atendido para se recuperar.
- Mas eu já fiquei internado em um hospital, agora me lembro, e lá meus parentes iam me visitar.
Nesse momento o Irmão Sota aparteou e disse:
- Ora, quem disse que você aqui não receberá visitas? Veja essa Senhora que está aqui lhe dando assistência.
Ao que o irmão retrucou:
- Nossa, é minha Madrasta! Então realmente eu morri, por que ela já partiu há muitos anos e agora está aqui, viva! E minhas filhas? O que será delas sem mim para sustentar? Preciso ir ajudá-las, mas como, como?
- Acalme-se irmão, acalme-se. Primeiro você precisará cuidar de si mesmo. Ficará em tratamento em nosso hospital para se fortalecer e tomar conhecimento das novas realidades. Quando for o momento correto será permitida sua visita aos seus que ficaram na Terra. Elucidou o Irmão Sota e finalizou:
- Confie em Deus! Ele é amor e a todos sustenta. Agora tome esse lenitivo que está sendo oferecido pelos assistentes e durma tranquilo, pois a Espiritualidade de Amor vela por você.
E assim, o Irmão foi "desligado" do médium. Já fora da concentração, o Irmão Flâmine confirmou todo o encaminhamento dado pela intuição do esclarecedor.
Com isso, notamos que os enredos das nossas vidas prosseguem no mundo espiritual...
continuará...

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