- É interessante quando transcendemos nosso senso comum e acreditamos que, em vidas passadas sempre nos foi reservado lugares de destaque ou mesmo que, não carregamos as marcas dessas vidas em nosso corpo espiritual nessa encarnação. Falávamos ao Irmão Tertuliano.
Ele então, conciso das experiências vividas na lida com nossos irmãos desencarnados lembrou-nos que "somos aquilo que somos, aqui ou na erraticidade"*. Disse-nos e prosseguiu:
- Os predicados ou imperfeições, a cada experiência vão sendo burilados nesse caminho de volta ao Pai.
E como sempre, para ilustrar suas palavras lembrou-nos de passividade dada pela Irmã Eulália, na qual desenrolou-se o seguinte diálogo:
- Boa noite a todos. Você não imaginam da minha felicidade em poder estar aqui nesta reunião.
Tertuliano redarguiu:
- Boa noite querido Irmão. Folgo em vê-lo feliz e sorridente. Ao que o Irmão completou:
- E por que eu não haveria de estar? Vocês não tem ideia da ascendência desse trabalho. Quando encarnado tive a grata felicidade de minha mãe me evangelizar na Doutrina Espírita, o que já me fez um bem inenarrável. E continuou...
- Tive oportunidade de trabalhar em Casa Espírita a molde dessa, onde Jesus me permitiu ser útil àqueles que como eu necessitam de reencarnar em favor da evolução. E assim continuei pós desencarnação. Fui recebido em Colônia amorosa onde posso ajudar e ser ajudado.
E demonstrando felicidade em seu modo de falar e comportar, adiu:
- Mas, na realidade estou aqui para agradecer. Agradecer o atendimento dispensado a minha amiga Marina que foi recebida nesse Posto de Atendimento, juntamente com meu amigo Mauro. Por essa e por outras, que o Mestre nos tem permitido vivenciar é que não contenho minha alegria. Por fim, gostaria de fazer uma prece em agradecimento.
O Irmão Tertuliano anuiu e o Irmão declinou palavras de louvor e agradecimento ao Pai.
Ao sair do transe, a Irmã Eulália nos confidenciou que durante a prece do Irmão, ela desdobrou e viu-se em um jardim com pequena capela de madeira pintada de verniz. Ao adentrar percebeu no singelo altar a imagem de Nossa Senhora e outra do Buda. Viu do seu lado direito diversas camas com irmãos deitados e que tomavam passes.
Confidenciou-nos que, nesse momento aproximou-se simpática e iluminada Senhora Indiana de meia idade, sendo que ao chegar perto dela, a Irmã Eulália sentiu vontade de chorar e abraçá-la. A Senhora sorriu amorosamente e em gesto permissionário colocou-se na posição de ouvinte. Então, Eulália rogou à fraterna irmã que intercedesse pelas pessoas cujos nomes haviam sido lembrados em nosso livro de preces.
Finalizando, Tertuliano alertou-nos:
- Não nos iludamos. Sabemos bem quem somos e o que fomos. Lá somos os mesmos de cá!
* Erraticidade, significa o estado dos Espíritos que precisam ainda reencarnar.
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