- Querido pai, eu sou Gustavo, vocês vão me chamar pelo apelido carinho de Gui.
- Nós nos encontramos novamente após tanto tempo... Fico muito feliz que o senhor me perdoou e que quer receber-me. Amo o senhor, a mamãe Isaura e toda minha futura família.
- Espero que a deformidade que vou apresentar na cabeça, coluna e pés não os constranja ou assustem.
- A ideia do suicídio mutilou minha alma e apesar de décadas de tratamento no plano espiritual (creio que cinco), não foram suficientes para reparar minha culpa e o temor quanto à vida futura.
- Quero dizer-lhes, o gérmen do mal que está em nossos corações (o egoísmo) é o maior responsável por estas mutilações. Não se sinta culpado, éramos imaturos e jovens, e o fato de teres me auxiliado a conseguir meu intento. Eu o liberto e o perdoo do fundo do coração.
- Ficai em paz.
Com amor José de Arimatéia Arueira da Conceição, Morumbi, 1943.

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