É muito comum nosso Irmão Tertuliano dialogar com irmãos desencarnados ainda enredados nas teias do ódio. O mais interessante é percebermos que ao desenrolar das histórias, invariavelmente esse ódio derivou de um sentimento que eles acreditam ser amor.
Dramas de traições, desamparos, ingratidões resultam em perseguições “eternas”, onde o perdão e a compreensão do conceito de causa e efeito são entendimentos perdidos no tempo e no espaço.
Para ilustrar, o Irmão Tertuliano descreve mais um diálogo com um irmão imbuído do desejo de vingança:
- Seja bem vindo querido Irmão! Que Jesus nos ilumine! Recebe-o caridosamente Tertuliano.
- Não vim aqui para se doutrinado! Vim para dizer que ela é minha! O útero dela é meu! Não adianta ela rezar que ela não vai gerar ninguém! Eu a odeio e vou acabar com ela! Vaticinava o irmão.
Obtemperou Tertuliano:
- Acalme-se irmão! Tanto ódio e rancor só farão com que você se perca nas trilhas das dores!
- Eu amo a dor! E vou fazer todos sofrerem! Eles me traíram e agora vão pagar! Ela é minha e não desse marido. Eu vou matar a todos! Bradava o irmão.
- O irmão tem noção dos compromissos que angaria e que são de sua inteira responsabilidade. Nada acontece nesse mundo que não seja da vontade de nosso Pai. Assim, se não for desígnio dele sua vingança não terá termo e tanto esforço será inútil. Repense sua situação e observe em sua tela mental a sua próxima encarnação! Esclareceu com amor Tertuliano.
O irmão retrucou:
- Não me importo de vir aleijado ou demente. Ela é minha e sempre será minha. Estou sugando todas as energias do pai dela que em breve morrerá! Depois será ela que vira para o mundo espiritual e será minha!
- Que tipo de sentimento é esse que você nutre por ela, pois quem ama verdadeiramente não quer o mal, não aprisiona, não se arvora a ser dono de ninguém!
Percebendo que as energias do médium se exauriam e o adiantado da hora, Tertuliano encaminha o diálogo para o desligamento fluídico do irmão que, ao perceber, afirma:
- Não adianta, pois eu só vou embora quando quiser! E agora eu não quero!
Em prece, Tertuliano solicita ajuda dos mentores do trabalho e pede que seja colocado um capacete no irmão desencarnado inibindo a ligação fluídica entre seu períspirito e o perispírito do médium.
Como que por encanto, o desligamento se processa e fica a expectativa do retorno do irmão para novo diálogo, a fim de que entenda que o verdadeiro amor é aquele exemplificado por Jesus.
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