quinta-feira, 9 de abril de 2015

De vida em vida! De engano em engano!



E prosseguiu:

Nem sempre, mesmo tendo conhecimento da nossa situação em face a evolução, nos deixamos engendrar pelas teias do ódio e pela frieza da vingança. Em reunião em nosso grupo mediúnico, pela psicografia da médium Adriana recebemos a seguinte mensagem de um irmão:

- Não quero falar, mas já que me trouxeram aqui vou escrever-lhes acerca do meu pesar. Pesar este que não é pequeno.

Resultado de imagem para ódio- Na última encarnação, que não foi recente, atentei contra as leis de Deus e da Igreja Católica. Padre que eu era, me apaixonei por uma jovem e linda donzela, a qual encontrei neste país de terceira categoria, confinado a um invólucro deplorável e odiento.

- Ainda bem que com meu auxílio e dos meus comparsas logo, logo lograremos nosso intento e ela finalmente atentará contra a própria vida. Finalmente a justiça será feita.


- Em outra vida atraído por sua singular formosura, pequei contra Deus e fui contra meus votos de castidade. Usei de toda sorte de trapaças e tramoias para conquistá-la e o que ganhei? Desprezo! Rejeição! Me lancei às trevas, ao mais fundo poço obscuro, sozinho.

- Fui afastado do sacerdócio, a sociedade me execrou e por fim atentei contra a minha vida. O líquido cáustico e cruel, que até os dias atuais corre em minhas entranhas será utilizado por ela como forma de Justiça Divina.

- Só assim entendo justiça, esse Deus bom e mole que vocês pregam não existe! A mão austera e vingativa do meu Deus reparará toda a injustiça cometida comigo.

- Quero justiça!

- Paris não é mais a mesma, meus sonhos se desvaneceram, como nuvens negras em dias chuvosos. Resta-me aguardar e por em prática a tão sonhada justiça do meu Deus.

Davi
Um pária do mundo.

4 comentários:

  1. Esse espírito em sua encarnação como padre parece ter tido problemas emocionais ou psicológicos, pois não aceitou que a moça não quisesse compromisso afetivo com ele. É uma vingança descabida, pois ela estava exercendo seu livre arbítrio em não aceitá-lo. E por falta de aceitação cometeu diversos erros dos quais ela foi tida como culpada e daí a vontade de vingar-se. Vemos isso ainda nos dias de hoje quando homens matam suas esposas ou namoradas por não quererem reatar compromissos afetivos. Talvez isso seja falta de auto-estima ou a necessidade de sentir-se amado. Divaldo Franco fala que querer ser amado é infantilidade emocional.

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  2. Pertinente o seu comentário. O amor liberta e não prende. Agradecemos sua participação...

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  3. Pertinente o seu comentário. O amor liberta e não prende. Agradecemos sua participação...

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