quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nem azul, nem cristal! Espírita!


Outro dia, me contava Tertuliano, que em diálogo com uma amiga querida que mudou-se para as plagas paulistas, ela falou-lhe do episódio ocorrido em uma palestra sobre os “meninos índigo” no Centro Espírita que frequenta.
Segundo ela, em determinado momento, quando a palestrante discorria sobre os meninos azuis um ouvinte, mais exaltado, informou que aquilo não se tratava de espiritismo e que a palestrante deveria se informar melhor antes de defender aquela tese.
Ela contou a Tertuliano que houve espanto geral e que alguns integrantes da Casa insinuaram que o irmão contestador estava obsediado e deveria ser encaminhado ao tratamento da obsessão.
Curioso, Tertuliano tratou de pesquisar sobre o assunto e recebeu da amiga os textos que o exaltado ouvinte havia pesquisado. Lendo os textos, Tertuliano falou-me de algumas características dos garotos azuis.
Você sabia que:
- os meninos azuis agem com realeza, invertem as situações, manipulando as pessoas, especialmente seus pais;
-  não se relacionam bem com os outros, exceto se as pessoas forem iguais a eles;
-  tem propensão ao vício, como drogas durante a adolescência, e
-  estão nascendo com o DNA alterado.

Todas essas informações são passadas aos idealizadores da tese das “crianças índigo” através da psicografia por um espírito que se autodenomina Kryon, explicou-me Tertuliano e me questionou: “O que isso tem a ver com espiritismo”.

- “A não ser um possível fenômeno anímico ou mediúnico, nada!”, disse-me ele.

Lembrou que Kardec sempre foi incisivo quanto aos postulados que ferissem o bom-senso e a razão. E concluiu:

- Se o planeta está passando de provas e expiações para um mundo de regeneração como se explica que espíritos com características de orgulho, prepotência e egoísmo seriam os enviados para nos ajudar nessa transição? Como qualquer mudança no DNA irá alterar a evolução moral, que é do espírito, desses meninos azuis?

Para finalizar, ligou para sua amiga e disse: “Peça ao nosso irmão exaltado se desculpar pelo modo como interrompeu a palestra apenas, mas nunca por colocar a razão como obrigatoriedade na compreensão da verdade relativa!”.

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